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domingo, 4 de setembro de 2011

Book Blogger Hop #10.

É fato que a cada dia surgem mais e mais blogs de livros no Brasil e tem muito blogueiro bom por aí que não é conhecido. Inspiradas pelo Book Blogger Hop que a Jennifer criou no Crazy For Books, e do qual participamos naversão em inglês do site, nós decidimos montar uma versão brasileira. A ideia é mostrar a diversidade de blogs literários que temos no Brasil—e conhecer um pouquinho mais dos blogueiros também. – Murphy’s Library.

A pergunta desta semana é: (não tem spoilers, não se preocupem!)



Se você pudesse mudar o final de um livro ou de uma série, qual seria e por quê?Mudaria o fim de "A menina que não sabia ler". No decorrer do desfecho minha boca foi abrindo, abrindo, e quanto terminou, só conseguia perguntar: John Harding, O QUE VOCÊ FEZ? Pura doidera.
Eu também pensei num final diferente para "A menina que roubava livros", e preferi ele. Agora tenho que relê-lo para relembrar qual era esta tal versão que eu pensei! xD

   Citei estes porque foram os primeiros que me apareceram quando olhei a estante. No entanto, não tenho o costume de querer finais diferentes, afinal, cada história varia de acordo com a cabeça do escritor. Ele é só um, e se o fim das histórias fossem mudar por causa dos leitores, quantas versões não haveriam por aí? ;)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Made in Brazil.


    Hoje vou ter o prazer de falar de coisas feitas no Brasil, e que me dão muito orgulho, porque são de muita boa qualidade. E, adivinhem só: se você já viu – ou pelo menos tentou – ver seriados brasileiros, e se decepcionou, tente este do qual vou falar. São curtos episódios (por volta de 20 min), mas, para amantes de livros, é um prato cheio.
   Parei de acompanhar seriados a algum tempo, pois tinha muita coisa pra fazer. Via uns 5 por semana (sim, era muito!). Me libertei! Era muuuito viciada…
    Mas devo confessar que, quando vi a notícia de que haveria uma nova temporada do seriado em questão hoje, gritei, literalmente. Foi a Drica que me deu a boa notícia no blog dela, e quero compartilhar com vocês.
   Ora, ora, estou enrolando demais. Vamos ao que interessa de vez! O seriado se chama…

tudo que é sólido    … que atualmente está reprisando na TV Cultura. Ele conta a história de uma garota, Thereza, uma adolescente que acabou de entrar no Ensino Médio. Ela gosta de ler, e a cada episódio um livro é o tema central.
   Eu não acompanhava a série; enquanto zapeava pela televisão, as vezes dava sorte de estar passando, aí eu parava e assistia. Não cheguei a ver muitos assim; dava o azar de só achar o programa em um dia em que ele estivesse reprisando um que eu já tinha visto. Por fim, certo dia, me lembrei de uma frase que eu vi num desses pedaços que eu assisti, e taquei no Google pra procurar a frase exata, referências, etc. Eis o que ouvi:
Coincidência não, sincronicidade.
   Depois de muito procurar, achei o que queria, e mais ainda. A Cultura disponibiliza os episódios online, para que assistamos. Consegui assistir a temporada inteira! Foi ótimo, porque me atentou para obras brasileiras, grandes clássicos, que eram temas dos episódios. Os meus preferidos foram Macário, Dom Casmurro e O Guardador de Rebanhos. Acho incrível o que o seriado faz: insere a literatura naturalmente na vida dos jovens. Nada de leitura forçada na escola, e tudo mais. Vemos a contextualização da obra no nosso meio, no cotidiano dos relacionamentos.
   Por causa dele me adentrei na poesia gótica de Álvares de Azevedo – que me acompanhou durante um período negro de fossa – , conheci os heterônimos de Fernando Pessoa –  um dia ainda vou criar o meu! – , e redescobri Clarice Lispector.
   Quer saber mais? Olha só:
   Sobre a segunda temporada, vi no Twitter da série que a TV Cultura está trabalhando junto com a Ioiô Filmes para a produção… o problema é a verba! A galera precisa de patrocinadores. Pode ser que ajude ou não, mas tem um abaixo assinado na internet, apoiando a 2ª temporada. Acho mesmo que tem que haver mais episódios, é tão promissor! E com as redes sociais, talvez mais pessoas tivessem acesso à série, uma vez que o canal não é tão popular entre as massas. Fico na torcida, e com um desejo: a Editora Leya vai lançar o livro baseado na série! /pula/
_tudoqueesolido
   O lançamento será no dia 21 de março, com a presença do elenco da série! /pula de novo;-prevê-que-não-vai-poder-ir;-despula-e-desanima/

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quote, #3.

 

quote 3

 

" - Você não é bonita, Florence - ela me informou, e dentro de mim uma pomba branca agitou-se e caiu morta no chão. - Mas você tem certo encanto que é muito mais importante que a mera beleza."

John Harding – A Menina que não Sabia Ler

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

De volta pra estante #2: A menina que não sabia ler

Nome: A menina que não sabia ler (Florence and Giles)
Autor: John Harding
Editora: Leya
Comprar: Submarino - Saraiva - FNAC.
 "Meu tio havia dado ordens estritas para me analfabetizarem; ele não ficaria satisfeito ao encontrar minha caligrafia entre sua correspondência da manhã."


   Este trecho do livro define bem o que se passa na vida de Florence, uma garota órfã, que mora as custas do tio em uma velha mansão no interior da Nova Inglaterra (atual Estados Unidos). Seu tio toma conta dela e de seu irmão, Giles, simplesmente por obrigação, uma vez que ele é o único parente vivo mais próximo das crianças. Seu senso de responsabilidade e comprometimento passa longe; ele vive bem distante da casa, e prefere não ser incomodado de maneira alguma pelos assuntos dali. As crianças têm uma governanta, a Sra. Grouse, e mais três empregados em casa. Vivem livres e soltos.

   O livro é dividido em duas partes: na primeira é feita toda a apresentação dos elementos – personagens, cenário, etc. A divisão é feita quando acontece um fato que altera todo o curso da história: a preceptora (um tipo de professora) morre, e outra é contratada.

   Como acontece em muitos casos, o título aqui não tem nada a ver com o em inglês. Acredito que seja porque é preciso fazer alguma adaptação, para fazer o livro ficar interessante e convidativo. Na minha opinião, o nome em inglês tem mais a ver com a história, já que a mesma é narrada por Florence, que conta um pedaço de sua infância com Giles. Ficou parecendo com “A menina que roubava livros”, mesmo que ambas as obras sejam de editoras diferentes. (ou seja: golpe de marketing. Eu mesma fui seduzida por isso)

   Florence, a narradora, tenta manter uma cronologia na narração dos fatos, mas como ela conta algo que já viveu, acaba soltando alguns spoilers durante o texto. Nada que prejudique a leitura ou interfira no clima de suspense que paira sob a história o tempo todo. Enquanto eu lia, era criada uma atmosfera de tensão: a mansão Blithe é grande e rústica, com muitos quartos e salas, mas apenas seis pessoas para habitá-la. Histórias de fantasmas é o que não falta sobre o lugar. Como se passa no séc. 19, a iluminação é a base de velas. A localização da mansão é no meio do campo, a uns 16 km da cidade. O silêncio, então, reina em absoluto, mesmo quando as crianças correm e gritam durante suas brincadeiras.

   A tensão também é criada pelos mistérios que ali existem. Florence não pode aprender a ler, porque seu tio é contra; ela pouco sabe sobre seus pais, a não ser as circunstâncias de suas mortes; a nova preceptora tem um quê de estranho: seu comportamento é suspeito, pelo menos para Florence.

   O bom deste suspense é que algumas respostas vão sendo dadas ao longo do livro; não é preciso aguardar até o final, até porque o mesmo tem muito mais coisas pra mostrar. Eu fiquei muito apreensiva com o desfecho: do nada acontece uma reviravolta, que estranhei, à princípio. Esperei que fosse apenas um sonho ou a imaginação... e a última página chega mantendo o curso dos fatos.

   A única coisa que não gostei foi que o autor deixou pontas desamarradas; algumas coisas não foram devidamente explicadas. Além do final... esquisito, essa inconclusão tirou pontos da obra. De maneira geral, eu gostei. Mas a melhor maneira de apreciar este livro é sem criar expectativas.
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