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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

De volta pra estante #98: Travessia.

 

#97 - Travessia

 

Nome: Travessia

Autora: Ally Condie.

Editora: Suma de Letras.

Comprar: SubmarinoSaraivaFNAC.

“Porque no fim nem sempre dá pra escolher com que coisas podemos ficar. Só podemos escolher como as deixamos ir embora.”

 

   Destino entrou em minha vida por conta da capa legal e do marketing feito pela editora na época. Gostei muito, e decidi que essa série não pararia em casa, para que mais pessoas lessem: como consegui o primeiro em uma troca, ele foi embora da mesma maneira. Enviei Travessia com muita dor no coração.

 

   O livro todo se baseia no título – realmente é uma travessia, os personagens estão sempre em movimento. A princípio, Cassia está procurando por Ky, que foi deixado em uma aldeia fantasma como isca para que os inimigos da Sociedade atacassem. Quando por fim eles se encontram, o caminho passa a ser para se juntar aos rebeldes.

 

   Falando assim, até parece que a história é sem graça… porém não! Este volume tem a narração dos capítulos alternadas entre Cassia e Ky. Novos personagens são trazidos, e eles têm personalidade, não se contentando em ser figurantes. Também reencontramos alguns que foram deixados para trás, e voltam com segredos a serem desvendados.

   Amei cada página, e não sofri as dores do segundo livro – quando os autores resolvem enrolar a história até chegar no final (hei, Liberta-me, estou olhando para você!). Ally Condie se propôs a escrever uma trilogia, e assim tem sido feito. Da metade pra frente, fiquei em permanente estado de suspense, por mais que tudo parecesse estar bem.

   Conquista, o último livro da série, tinha previsão de lançamento agora em Julho, mas foi adiado e não sei pra quando. :(

quinta-feira, 18 de julho de 2013

De volta pra estante #94: Entre o agora e o nunca.

 

#94 - Entre o Agora e o Nunca

 

Nome: Entre o Agora e o Nunca

Autora: J. A. Redmerski.

Editora: Suma de Letras.

Comprar: SubmarinoSaraivaFNAC.

“Coincidência é só o nome que os conformistas dão ao destino.”

 

   A princípio, achei que não gostaria do livro: depois de sair de leituras de fantasia/distopia, não me ajustava à história real traga por Redmerski. Foi uma sensação parecia com sair de um universo muito intrincado e ter que voltar ao dia a dia.

   Para acentuar meu drama, Cam é um poço de amargura: tudo está errado, desde a morte do amor da sua vida, a traição do último namorado, a separação dos pais, a prisão do irmão… Será que dava pra piorar? Ela vive boiando na superfície, seguindo a maré; o máximo que consegue se forçar a fazer é parar de tomar os remédios para depressão (“vou me curar no meu ritmo, e não preciso de um comprimido pra consertar as coisas”). A grande força que faz sua vida andar é sua melhor amiga, Natalie.

   As duas acabam tendo um desentendimento bem frívolo, e Cam resolve ouvir a vozinha interior que grita por atenção. Ela levanta, arruma suas coisas e ruma pra rodoviária, escolhendo seu destino com base no lanche da atendente. É o primeiro passo para se encontrar: destruir todas expectativas. No ônibus ela conhece Andrew, um garoto que está (l)indo se despedir do pai convalescente. A viagem solitária e sem destino deveria guiá-la ao auto-conhecimento, mas quem disse que ela conseguiria deveria seguir sozinha?

 

   Foi apenas uma questão de paciência e desintoxicação. Assim que mergulhei na história, não consegui sair dela e imagino que não a esquecerei tão cedo! Estamos em Julho, entrando de férias e tô morrendo de vontade de viajar. Como não me apaixonar por uma história que se passa na estrada, onde os personagens vão conhecendo cada lugar sem compromisso?

   Ah, eu bem que me aventuraria num ônibus sozinha, se tivesse a chance de encontrar meu parceiro de crimes…

   Esse livro foi um romance bem mais intenso do que esperava.  A autora até inseriu algumas páginas de trollagem no final (que resultaram em lágrimas de revolta e indignação)! Espero poder reler e reencontrar Cam e Andrew – aproveitando para anotar todas referências musicais citadas, pra criar uma playlist. ;)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De volta pra estante #80: Marina.

#80 - Marina Nome: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón.
Editora: Suma de Letras.
Comprar: SubmarinoSaraivaCultura.
"Aqui estão as lembranças de centenas de pessoas, suas vidas, seus sentimentos, suas ilusões, sua ausência, os sonhos que nunca conseguiram realizar, as decepções, os enganos e os amores não correspondidos que envenenaram suas vidas... Tudo está aqui, preso para sempre." – Marina, se referindo ao cemitério.
   Segunda vez que embarco em um livro deste autor, e novamente fui puxada para a Barcelona do séc. XX. Em uma nota que abre a história, Zafón diz que escreve para jovens – escreve o que gostaria de ler nessa idade –, mas espera que os mais velhos também gostem. Achei estranho, porque não sei se a faixa etária mencionada leria e compreenderia o quanto a obra é rica (mas O Pequeno Príncipe é a prova de que isso não tem nada a ver).
   O protagonista, Óscar, tem 15 anos e, seja por causa da época, seja por sua personalidade, tem um comportamento mais recatado, introspectivo e nada a ver com o que vemos por aí hoje. Ele mora em um internato, e sua família é bastante ausente (não descobri se eles estão vivos ou o quê). Em todo caso, vive ao léu: conta apenas com seu amigo JF e com a simpatia de um professor. Por conta disso, tem o hábito de sair dos limites da propriedade e ir explorar a cidade sempre que possível.
   Em um desses passeios ele se depara com uma grande casa – e de lá vem uma música hipnotizadora. Sem se dar conta de seus movimentos, Óscar entra e começa a explorar o local. Depois de “roubar” um relógio e voltar para devolver, ele passa a ser amigo de Gérman e Marina, pai e filha, que ali vivem. Logo quando se conhecem, a garota propõe uma aventura, que começa em um cemitério e envolvem uma dama que de esconde com um véu e um estranho símbolo de uma borboleta negra.
   O fio condutor da história é esse mistério que envolve a mulher, e logo desenterra antigos acontecimentos. Tudo isso vai sendo revelado devido à curiosidade dos meninos. No entanto, o que mais marcou na história foi a amizade deles nestes momentos: é como se, ao ver uma peça teatral, víssemos só os atores e seu envolvimento, ao invés de notar a trama onde estão envolvidos.
- A paciência é a mãe da ciência - replicou Marina.
- E a madrinha da demência - devolvi.
   Em alguns momentos não consegui me impedir de comparar com A Sombra do Vento, primeiro que li do autor – mas descobri o que tanto me encanta: a história é fantasiosa, mas não tem fantasmas. Tudo parecia envolto por uma bruma e, quando terminei de ler, era como se acordasse de um ótimo sonho. Já tô com vontade de voltar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

De volta pra estante #61: Destino.

# - Destino Nome: Destino
Autora: Ally Condie.
Editora: Suma de Letras.
Comprar: SaraivaSubmarinoFNAC.

“Tudo está acontecendo tão rápido. Chegar até o meu décimo-sétimo aniversário foi como dar passos lentos por uma trilha onde eu via cada pedregulho, reparava em cada folha, me sentia, ao mesmo tempo, agradavelmente entediada e cheia de expectativa. Agora parece que estou correndo pela trilha a toda velocidade, ofegante.”
Me identifiquei.

   Eu já conhecia distopias antes mesmo de ler Jogos Vorazes; depois do sucesso que a trilogia fez, o termo passou a ser mais utilizado e os livros do gênero vieram à tona. Destino é um deles.

   Na trama, Cassia vive em uma Sociedade padronizada e normativa. Tudo passa pela mão dos Funcionários, que controlam as porções de comida, roupas, horários, vocação e relacionamentos. Um dos eventos mais marcantes para uma pessoa acontece quando ela completa 17 anos – a partir daí, ela pode ser chamada para seu Banquete do Par, onde conhece a pessoa com que passará o resto da vida. Lembra muito os bailes debutantes que se via antigamente, no qual as garotas eram apresentadas ao mundo. O Banquete segue este estilo: os jovens se vestem melhor do que em qualquer outro dia (sem as roupas padrão) e comem muito bem.
   A Sociedade designa Xander como Par de Cassia. Ele é o melhor amigo da garota, e todos ficam muito felizes com o novo casal – diferente da maioria, eles moram na mesma cidade e já tem familiaridade. Ainda assim, cada um recebe um micro cartão com todas informações sobre o outro, orientações de namoro, etc. Por curiosidade, Cassia resolve ver o que os outros acham que ela precisa saber sobre Xander; no entanto, quando insere o micro cartão no leitor, aparece o rosto de um outro garoto: Ky, um dos garotos que faz parte do seu grupo de amigos, mas que diferente dos demais, não se sobressai de maneira nenhuma.
   A Sociedade, tão perfeita, seria capaz de cometer um erro tão crítico? E o que Cassia irá fazer, com a incerteza plantada em sua mente?
Minha mente classificadora deseja identificar o canto dos pássaros à minha volta e dar nomes às plantas e às flores que vejo. Minha mãe provavelmente conhece a maioria, mas jamais terei este tipo de conhecimento especializado, a menos que o trabalho no Arboreto se torne minha vocação.
Parece que a definição de “vocação” é meio deturpada. Não acho que algo possa “se tornar” uma vocação…

   O livro mistura distopia e romance na medida certa – não podemos ter um sem o outro. Muitos comentários foram feitos quanto ao ritmo da história, que é uniforme, sem um clímax bem definido. Eu senti um clima de tensão o tempo inteiro (essa coisa da Sociedade vigiar tudo, fiquei esperando os Funcionários aparecerem a qualquer momento!). Penso que a autora quis fazer a introdução da série, que terá mais dois volumes.
   Outro ponto que observei quanto à isso é a capa, e também um dos pontos da história: todos os cidadãos têm que carregar consigo três pílulas, cada uma de cor e efeito diferente: a verde serve para acalmar; a azul garante sobrevivência por alguns dias, desde que se tenha água; e a vermelha é um mistério (que descobrimos no final). Veja bem: a capa do livro é verde. O livro é… calmo. Coincidência?
   A capa da sequência, Travessia, é azul, e o último da série (“Reached”, ainda não lançado) é vermelha. Dá o que pensar sobre o enredo dos próximos!
Matched
   Gostei de Destino mais do que esperava. Vou acompanhar a série de perto! Meu medo é de Travessia terminar do mesmo jeito que Em Chamas (porque o último só será lançado em Novembro nos EUA).


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