terça-feira, 8 de março de 2011

Quote, #6.

   Finalzinho de Carnaval, curti muito o dia (comi muuuuuito). Então, pra terminar, não podia me esquecer de vocês! Aqui uma quote linda:
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Se amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.

-Vinícius de Morais.
   Bom fim de carnaval, e boa sorte amanhã… ressaca, vou te contar! Não que eu tenha bebido, claro, mas eu me preocupo com vocês! ;D

segunda-feira, 7 de março de 2011

De volta pra estante #16: Paixão e Liberdade.


Escrever é fazer uma síntese da grandiosidade do mar num grão de sal e, ainda assim, esperar ser compreendido.
   Primeiramente, agradeço à autora pela disponibilidade com que me atendeu e disponibilizou um livro para resenha!
   Este livro – não me canso de dizer – me conquistou pela capa. Tão simples, com uma certa profundidade! Depois da leitura, vemos como a capa reflete bem o livro. Ele é, numa palavra, sublime.

paixão

Nome: Paixão e Liberdade
Autora: Flavia Cristina Simonelli.
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira (selo da Novo Século Editora).
Sinopse: Pode um reencontro com o passado promover mudanças no presente? Quando duas amigas se reencontram após 20 anos, não são as mesmas pessoas, definitivamente. Mas os fantasmas do que já foram se misturam com os novos personagens em que se transformaram, provocando desconforto, assombro, desconcerto.
Camila, uma jovem executiva que tinha tudo para fazer uma carreira brilhante em marketing, acaba por tomar rumos completamente inusitados, em um país distante da Europa, onde vai conhecer a origem das dores do amor e da incompreensão.
Já Isabel, com fortes ambições artísticas, e que desde cedo buscou viver com intensidade as emoções proporcionadas pelo amor, passou por duas relações importantes, que resultaram em uma viuvez e uma separação. Mas paira até os dias de hoje o fantasma de um amor juvenil não vivido, não correspondido, que fica a alimentar aquela zona de desconforto das promessas inacabadas. E para completar, ainda no presente, um amor que apenas lateja, pujante - na figura de Fabrizio, um professor de inglês e artista plástico.
É por meio do olhar sensível dessa personagem e de sua rica troca com a sua amiga de juventude, que o leitor é conduzido a reflexões profundas sobre paixão, compaixão, liberdade e escolhas. Impossível não ter empatia por personagens tão visceralmente humanos, que titubeiam, hesitam, têm medos, mas avançam pela vida, tecendo decisões que formam as tramas de suas existências.
Um romance arrebatador, para prendê-lo da primeira até a última linha.
Comprar: Submarino - Saraiva - Cultura

   A história é narrada por Isabel; certo dia ela é surpreendida por uma ligação de uma pessoa com que não falava havia tempos: sua amiga Camila, que pediu um tempo para as duas conversarem. Elas foram colegas de faculdade, muito amigas na época, mas depois elas tomaram caminhos diferentes e não conseguiram manter um contato constante. Pelos meus cálculos, elas ficaram por volta de 15 anos sem se falarem; a última tentativa de contato foi por parte de Isabel, que queria convidar Camila para seu casamento; a última não pode atender o telefone, e nunca retornou a ligação. Era mesmo de se esperar que ela estranhasse quando a amiga pedisse para que elas se encontrassem.
   Camila está muito aflita com a situação de sua vida: ela carrega um peso muito grande, de erros cometidos em um período turbulento de sua existência. Encontra Isabel para poder desabafar, e ver se consegue uma luz para seus problemas. Faz um relato de sua vida, e a outra escuta atentamente, refletindo e se lembrando da antiga amizade: Isabel tinha certa inveja de Camila durante a juventude. Sabe aquela história de a grama do vizinho ser sempre mais verde? Então, Isabel achava que a amiga era muito feliz, que seria bem sucedida, e ela tinha todos os garotos a seus pés… Um dos pontos positivos do livro é este: como as personagens já estão maduras (têm por volta de 40 anos) elas já estão vividas o suficiente para enfrentar situações sem ter que fazer o uso de máscaras; são bem francas entre si, e acabam por esclarecer mágoas do passado.
   Isabel também fala de si. Enquanto a vida da outra é bem turbulenta, com paixão, a primeira logo se vê casada com um homem maravilhoso. Fica viúva, se casa com outro, se divorcia… e em um momento conhece o meu personagem favorito, Fabrizio, professor de inglês; então, a vida de Isabel tem mais amor. As histórias mostram claramente o processo de amadurecimento dos personagens, que é fundamental para entendê-los no momento presente.
   O romance de Flavia Simonelli é muito rico, principalmente da parte de Isabel. Ela é bem filosófica, tem paixão pelo saber e pelas artes. Frizo aqui a parte em que ela se encontra com Fabrizio no ateliê dele. Pra mim foi o ápice da história. No entanto, não posso desmerecer Camila; ela aprendeu  muito com Anne, uma mulher que a recebe em sua casa quando ela parte para a Irlanda. Anne reúne todo conhecimento popular, associado à sabedoria de uma mulher experiente. Ela também me cativou.
   Se me perguntassem, eu diria que este livro é bem maduro. Gostei muito de lê-lo porque me tirou do ritmo frenético das ficções e, assim como A Cabana, me fez parar e refletir em algumas partes. E o final é… surpreendente. Cheguei a gritar quando li uma parte.
   Algumas quotes, só pra dar um gostinho!
- (…) A mulher sempre soube a melhor posição para ajudar seu bebê a nascer.
- Não sabe mais? – perguntou Camila.
- Saberia, ainda saberia se não fosse o medo. O medo nos tira o contato com o saber. Coloca-nos diante de tamanhas catástrofes imaginárias…

- Vivemos na unilateralidade de um mundo científico, competitivo, especializado em tudo. Falta-nos o acolhimento, a compreensão, o conhecimento tornado humano. Falta-nos a sabedoria, Camila. A Sofia.

- Se eu soubesse o que é a felicidade, poderia lhe responder. Mas só conheço a satisfação de meus desejos, só isso. Os desejos satisfeitos dão origem a outros desejos. Nunca saí dessa roda viva.

sábado, 5 de março de 2011

Book Blogger Hop #4.



É fato que a cada dia surgem mais e mais blogs de livros no Brasil e tem muito blogueiro bom por aí que não é conhecido. Inspiradas pelo Book Blogger Hop que a Jennifer criou no Crazy For Books, e do qual participamos na versão em inglês do site, nós decidimos montar uma versão brasileira. A ideia é mostrar a diversidade de blogs literários que temos no Brasil—e conhecer um pouquinho mais dos blogueiros também. – Murphy’s Library.

A pergunta desta semana é:
Qual a adaptação de livro para cinema que você mais espera?
Eu gostaria meeesmo que tivesse o filme da série “Escola de Espiãs”, de Ally Carter. Os livros são ótimos! Mais adaptações dos livros de Sophie Kinsella, como “O Segredo de Emma Corrigan” seriam bem vindos. E eu já imaginei uma adaptação de “A menina que não sabia ler”…
Agora, quanto aos filmes que já estão confirmados, gostaria muito de ver “A garota da capa vermelha” e “Beastly”!
   Até a próxima!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Made in Brazil.


    Hoje vou ter o prazer de falar de coisas feitas no Brasil, e que me dão muito orgulho, porque são de muita boa qualidade. E, adivinhem só: se você já viu – ou pelo menos tentou – ver seriados brasileiros, e se decepcionou, tente este do qual vou falar. São curtos episódios (por volta de 20 min), mas, para amantes de livros, é um prato cheio.
   Parei de acompanhar seriados a algum tempo, pois tinha muita coisa pra fazer. Via uns 5 por semana (sim, era muito!). Me libertei! Era muuuito viciada…
    Mas devo confessar que, quando vi a notícia de que haveria uma nova temporada do seriado em questão hoje, gritei, literalmente. Foi a Drica que me deu a boa notícia no blog dela, e quero compartilhar com vocês.
   Ora, ora, estou enrolando demais. Vamos ao que interessa de vez! O seriado se chama…

tudo que é sólido    … que atualmente está reprisando na TV Cultura. Ele conta a história de uma garota, Thereza, uma adolescente que acabou de entrar no Ensino Médio. Ela gosta de ler, e a cada episódio um livro é o tema central.
   Eu não acompanhava a série; enquanto zapeava pela televisão, as vezes dava sorte de estar passando, aí eu parava e assistia. Não cheguei a ver muitos assim; dava o azar de só achar o programa em um dia em que ele estivesse reprisando um que eu já tinha visto. Por fim, certo dia, me lembrei de uma frase que eu vi num desses pedaços que eu assisti, e taquei no Google pra procurar a frase exata, referências, etc. Eis o que ouvi:
Coincidência não, sincronicidade.
   Depois de muito procurar, achei o que queria, e mais ainda. A Cultura disponibiliza os episódios online, para que assistamos. Consegui assistir a temporada inteira! Foi ótimo, porque me atentou para obras brasileiras, grandes clássicos, que eram temas dos episódios. Os meus preferidos foram Macário, Dom Casmurro e O Guardador de Rebanhos. Acho incrível o que o seriado faz: insere a literatura naturalmente na vida dos jovens. Nada de leitura forçada na escola, e tudo mais. Vemos a contextualização da obra no nosso meio, no cotidiano dos relacionamentos.
   Por causa dele me adentrei na poesia gótica de Álvares de Azevedo – que me acompanhou durante um período negro de fossa – , conheci os heterônimos de Fernando Pessoa –  um dia ainda vou criar o meu! – , e redescobri Clarice Lispector.
   Quer saber mais? Olha só:
   Sobre a segunda temporada, vi no Twitter da série que a TV Cultura está trabalhando junto com a Ioiô Filmes para a produção… o problema é a verba! A galera precisa de patrocinadores. Pode ser que ajude ou não, mas tem um abaixo assinado na internet, apoiando a 2ª temporada. Acho mesmo que tem que haver mais episódios, é tão promissor! E com as redes sociais, talvez mais pessoas tivessem acesso à série, uma vez que o canal não é tão popular entre as massas. Fico na torcida, e com um desejo: a Editora Leya vai lançar o livro baseado na série! /pula/
_tudoqueesolido
   O lançamento será no dia 21 de março, com a presença do elenco da série! /pula de novo;-prevê-que-não-vai-poder-ir;-despula-e-desanima/

terça-feira, 1 de março de 2011

Editora parceira: Andross!

Lembra quando eu falei do blog TPM – Tudo para Mulheres? Então, o autor do blog é também editor da editora Andross, que é parceira do blog! Ele também escreveu e publicou alguns livros pela editora, além de organizar dezenas de antologias.
   A Andross Editora foi fundada em agosto de 2004, no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Seu objetivo inicial era abrir espaço no mercado editorial para os alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos (imagina, se outras universidades tivessem isso? Iam realizar muuuitos sonhos…). Então, a editora começou publicando obras acadêmicas, e atualmente se dedica à publicação de antologias. Dê uma conferida no catálogo:
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