Nome: Hamlet | Rei Lear | Macbeth
Autor: Shakespeare.
Editora: Clássicos Abril Coleções.
Assim como as obras que a antecedem, essa peça é uma tragédia, e eu aprendi que não deveria me apegar a nenhum personagem. Ele estaria morto no final.
O que mais me choca é que o autor não poupa ninguém. Esse, particularmente, foi um banho de sangue, devido à natureza violenta das mortes; as alucinações de alguns personagens sempre evocavam imagens perturbadoras.
O enredo consiste em Macbeth lidar com a profecia de três bruxas, que dizem que ele seria rei. Para tal, ele assume que seu destino é matar o atual monarca e, mesmo quando pensa em mudar de ideia, é pressionado por sua mulher. A sede pelo poder e o medo da perseguição fazem-no ultrapassar cada vez mais os limites da sanidade.
É muito interessante ver como Macbeth lida com a profecia; claro, na época elas eram levadas a sério, mas ao ter seu destino revelado é como se os meios justificassem os fins, e tudo conspiraria para que ele chegasse até lá – mas como é dito:
Não creia mais em falsas bruxas, que nos enganam com sentidos duplos. Cada palavra é dada ao nosso ouvido, mas traída se agimos com esperança (…)
Claro que ele só descobre isso no fim de tudo.
Devo dizer que essa não é minha obra favorita de Shakespeare, mas não deixarei Lady Macbeth pra trás. São várias as referências que lhe são feitas em filmes e outros livros, e ela foi a personagem mais constante (no sentido de que tinha uma personalidade forte, e não se transformou em outra).
Pretendo encerrar minha carreira nas tragédias shakespearianas lendo Otelo, outro clássico muito citado mas, de acordo com as obras anteriores, eu posso ter certeza de pelo menos uma morte. ._.
Nome: O Cão dos Baskervilles – uma aventura de Sherlock Holmes
Autor: Arthur Conan Doyle.
Editora: Nova Fronteira.
Comprar: Submarino – Saraiva – Cultura.
“Quanto mais outré e grotesco é um incidente, mais cuidado merece a sua análise; e é exatamete aquele ponto que parece complicar um caso que, ao receber a reflexão e o tratamento científico adequados, vem mais provavelmente elucidá-lo.”
Eu já conhecia as histórias de Sherlock Holmes: tenho Um Estudo em Vermelho e um outro livro de casos diversos. Neste ano procurei conhecer mais histórias do detetive, em parte por causa do filme, e também por causa da minissérie da BBC - que é ÓTIMA, por sinal.
A história se passa no séc. 19, e é narrada por Watson, amigo de Sherlock. Eu não gosto quando um segundo personagem é o narrador, mas este recurso permite reviravoltas interessantes e ainda traz ação. Lembro que quando as histórias de Hercule Poirot, o detetive belga criado po Agatha Christie, são contadas pelo capitão Hasthings o texto ficava com umas lacunas, pois nem sempre os amigos estavam juntos. Já Doyle faz Watson se envolver na investigação, ainda que os maiores detalhes só venham a tona por meio de Holmes.
Ainda que tenha sido escrito há tanto tempo o livro não é cansativo; não há termos rebuscados, e as adaptações que o leitor tem que fazer dizem respeito somente ao cenário, que não nos é comum.
O caso dos Baskervilles interessa bastante à Sherlock, quando apresentado por Dr. Mortimer, o médico da família: Charles Baskerville é encontrado morto no pântano próximo a sua casa, sem indícios aparentes da causa. De acordo com as investigações, ele morreu de infarto, por ler levado um grande susto e ter corrido mais do que seu coração aguentaria.
O doutor procura auxílio porque acredita que a morte se deu por causa de uma lenda: um dos antigos Baskerville teria possuído o corpo de um enorme cachorro, tendo em mente ações diabólicas. Uma circunstância da morte que não foi divulgada foi a marca de enormes pegadas junto ao corpo – vistas pelo próprio Mortimer. Sherlock é contratado para desvendar a lenda, e garantir que o herdeiro, Henry Baskerville, possa habitar a casa que lhe pertence em segurança.
Este não é um livro no qual podemos desvendar o mistério sozinhos: os detalhes vão sendo revelados aos poucos, e a resposta completa só é conhecida quando Holmes a divulga. Isto, claro, não nos impede de criar suposições.
O detetive tem traços irônicos que são imperdíveis! Adoro sua personalidade.
Que tal aproveitar que o personagem de Doyle está tão em cima, com filmes e minisséries inspiradas, e conhecê-lo em sua forma original? Pretendo ler os outros romances o mais rápido possível!
Nome: Lucíola
Autor: José de Alencar.
Editora: Moderna.
Comprar: Submarino – Saraiva – FNAC.
Download: Domínio Público.
“— Esse livro é uma mentira!
— Uma poética exageração. mas uma mentira, não! Julgas impossível que uma mulher como Margarida ame?
— Talvez; porém nunca desta maneira ! disse indicando o livro.
— De que maneira?
— Dando-lhe o mesmo corpo que tantos outros tiveram. Que diferença haveria então entre o amor e o vício? Essa moça não sentia, quando se lançava nos braços de seu amante, que eram os sobejos da corrupção que lhe oferecia? Não temia que seus lábios naquele momento latejassem ainda com os beijos vendidos?
José de Alencar me conquistou em “Senhora”. Logo me vi lendo mais um de seus livros, e não vou parar tão cedo! Lucíola veio primeiro que os demais porque uma amiga me emprestou.
Diferente de seu antecessor, este romance é narrado em primeira pessoa, por Paulo Silva. Ele chega no Rio de Janeiro e, com a ajuda de seu amigo Sá, passa a frequentar bailes, espetáculos e tudo que envolve a sociedade carioca.
Em sua chegada, ele corteja uma bela moça, que depois descobre ser uma cortesã (leia-se: prostituta). Ele não poderia imaginar tal ofício, por ter notado doçura, delicadeza e até inocência nos ares da desconhecida. Logo ele se vê apaixonado por Lúcia, apesar de todos dizerem que ela usa os homens por algum tempo, e logo os abandona.
O relacionamento dos dois é conturbado – cheio de altos e baixos - , parte por causa da sociedade em que vivem; contraditoriamente, Paulo não é julgado por se relacionar com ela. O que acontece é que Lúcia era uma das “celebridades” das reuniões sociais, e com o relacionamento, passa a frequentá-las menos vezes. Vai entender…
Além disso, a mulher luta contra si mesma em vários aspectos. Antes de conhecer Paulo ela vivia apenas para o prazer e, no máximo, a paixão. O amor, puro e sublime, só vem com ele. A alma luta com os vícios do corpo.
Na época em que foi escrito, a publicação se deu por meio de folhetins – um capítulo solto por vez. Para garantir que os leitores continuassem acompanhando, todo capítulo tem uma ação importante para a história, deixando a monotonia de lado. Porém, tem que ter paciência para aguentar as idas e voltas do romance entre Paulo e Lúcia. Me senti dentro de uma novela!
Ah, e sabem aqueles livros totalmente quotaveis? Marquei várias citações nos ambos que li de Alencar. Passagens românticas, críticas literárias e sociais, devaneios…
Vão lá, pessoas! Esqueçam que é um clássico, que é brasileiro, e se joguem de mente aberta! Mas comecem por Senhora, que ainda é o meu preferido! O próximo a ser lido, segundo meus planos, é Diva (que completa a trilogia de obras que traçam perfis de mulheres. HÁ! Quem disse que não haviam séries no passado?).
Eu queria ler José de Alencar há muito tempo. Depois da indicação de Rafael Gomes em “Tudo o que é sólido pode derreter”, tive uma luz para seguir, e comecei por Senhora.Nome: Senhora
Autor: José de Alencar.
Editora: Moderna.
Comprar: Submarino – Saraiva – Fnac
Download: Domínio Público.
"Aurélia tinha em suas relações com o marido, especialmente nos instantes de animação, gestos e atitudes de uma grande expressão dramática. Esses movimentos naturais não eram senão acenos das paixões e sentimentos de sua alma; pareciam artísticos porque revestiam-se de uma suprema elegância."
“É uma felicidade da loucura, algumas vezes, felicidade que a razão e o bom senso não alcançam com a mesma facilidade.”Shekespeare é um autor com certo grau de dificuldade de leitura, tanto que já havia começado a leitura de Hamlet anteriormente, e desisti. Com o tempo veio a maturidade e a vontade de me aprofundar na obra deste tão aclamado autor inglês.
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Nome: Hamlet
Autor: Shakespeare
Sinopse: Em “Hamlet”, Cláudio sobe ao trono da Dinamarca, por ocasião da morte do rei que era seu irmão, e se casa com Gertrudes, a rainha viúva. Hamlet, o jovem príncipe, mergulha em profunda depressão. Uma noite, o espectro do pai aparece diante do rapaz para revelar que Cláudio o matou para assumir a coroa e exige vingança. Hamlet passa então a fingir que está louco para que o tio não desconfie de suas verdadeiras intenções.
Editora: Saraiva de Bolso
Comprar: Saraiva. Outras versões: Saraiva – Submarino – Cultura
Talvez espante o leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto.
Nome: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Sinopse: É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.
Editora: várias, mas a edição que eu li era do Estadão.
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Download: Domínio Público
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino.O livro pode até ter sido escrito em um século passado, mas veja como ele tem traços que permanecem! Vamos combinar que tem muito menino por aí que se encaixa nesse retrato – principalmente na parte de forcejar o bigode! ^-^
Não te desejo torturas maiores do que as que sofro, Heathcliff. Desejo apenas que não nos separemos jamais. Se a lembrança de minhas palavras deverá desolar-te mais tarde, pensa que debaixo da terra sentirei a mesma desolação e por amor de mim, perdoa-me!
Nome: O Morro dos Ventos Uivantes
Autora: Emily Brontë
Sinopse: Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.
Editora: Martin Claret
“ – Estas são as palavras mais severas – disse Elizabeth – que já ouvi de você. Boa menina!”
Nome: Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice).
Autora: Jane Austen.
Editora: Martin Claret (existem outras publicações, no entanto).
Comprar: Saraiva - Submarino - FNAC.