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terça-feira, 30 de julho de 2013

De volta pra estante #96: Após a tempestade.

 

# - Após a tempestade

Nome: Após a Tempestade

Autora: Karen White.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaFNAC.

 

convidado do blog

   Novidades na área: a resenha de hoje foi feita pelo Ygor Renato, um amigo meu que escreve para o Leitor Maníaco! Ela não tem spoilers, então aproveitem – e tem promoção do livro em breve. ;)

ᴥᴥᴥ

   Após a tempestade conta a história de Julie: sua irmã desapareceu quando ela tinha 12 anos, sendo que a busca nunca terminou. Já adulta, ela conhece Mônica, que lembra muito sua irmã, e acaba se tornando melhor amiga dela. Com vários acontecimentos na sua vida, Julie terá que fazer escolhas que mudarão o rumo das coisas.

   A história contém uma carga emocional bastante pesada; você sente o sofrimento de alguns personagens, e fica explícito o quanto a vida sofrida de uma pessoa pode melhorar ou piorar.

   O livro envolve também cidades e pessoas dos EUA que sofreram com a passagem do furacão Katrina, deixando marcas em suas vidas. A autora diz que teve que pesquisar bastante tanto sobre o furacão Camille, que teve sua passagem na costa dos EUA em 1969, quanto sobre o furacão Katrina que teve sua passagem em 2006: ambos fizeram um estrago geral.

   A personagem principal, de acordo com as consequências ao decorrer, se destaca por ser muito madura e bastante equilibrada mentalmente: não é qualquer pessoa que passaria por tudo que ela passa e continuaria de pé e perseverando.

   O romance é inserido no livro do jeito certo: achei que a autora escreveu muito bem. Ele foi entrando de fininho até tomar finalizar a história.

   Os personagens secundários da série também se mostram maduros e super atraentes; não teve nenhum personagem que eu possa dizer que eu não gostei. Cada um tem sua pitadinha de diferentes personalidades e isso agrada todo tipo de leitor. A autora soube criar o tanto de personagem certo pra esse livro, ficou na medida correta.

   Apesar de suas mais de 400 páginas, dá pra ser lido em 2 dias. É gostoso de ler, emocionante; li sem expectativa nenhuma e que eu me surpreendi muito, recomendo! Eu dei 4 estrelas e meia, só não dei 5 pois achei que faltou algo ali, não sei explicar o que, mas o livro é muito, muito bom mesmo!!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

De volta pra estante #93: Liberta-me.

 

#93 - Liberta-me

 

Nome: Liberta-me

Autora: Tahreh Mafi.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaFNAC.

 

- E quais são as três perguntas que devem fazer a si mesmos antes de falar?

- Primeira! Isso precisa ser dito? Segunda! Isso precisa ser dito por mim? Terceira! Isso precisa ser dito por mim agora?

 

   Fiquei assustada com o tamanho do livro. No que a trama poderia se desenrolar para justificar a quantidade de páginas?

   Essa pergunta ainda ficou sem resposta. O ponto que me fez desgostar de Estilhaça-me voltou com tudo no segundo volume da série.

 

   Juliette e Adam se encontram no Ponto Ômega, se adaptando ao novo cotidiano e todas as descobertas. É tudo muito amor – eles não estão mais sendo perseguidos, encontraram aliados… Só que alguma coisa tem acontecido com o garoto, que aparenta estar (finalmente) sendo afetado pelos toques de Juliette. Os momentos de felicidade logo são diluídos em pensamentos de culpa, tristeza e desesperança: como ficar com seu amado se isso o prejudica? Do lado de fora, Warner claramente não desistiu de tê-la como arma, e o conflito iminente se aproxima.

 

   Não me alongarei mais sobre a história porque qualquer coisa além pode estragar algumas das surpresas da autora. Sim, são muitos acontecimentos, mas o tipo de escrita – rodeado por reflexões, rodeios, descrições de cenas e de cada movimento do personagem – tornam o livro muito cansativo. Fiquei duas semanas enrolada com ele, até decidir fazer leitura dinâmica, me atendo aos fatos.

   Não me vejo investindo no terceiro volume.

terça-feira, 9 de julho de 2013

De volta pra estante #91: Estilhaça-me.

   # 91 - Estilhaça-me

Nome: Estilhaça-me

Autora: Tahreh Mafi.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaCultura.

“Somos alimentados de mentiras porque acreditar nelas nos torna fracos, vulneráveis, maleáveis.”

 

Juliette está em um hospício e jura que não está louca. Em 264 dias ela não teve contato com mais ninguém, o que na verdade é o motivo por ela estar ali: seu toque incapacita as pessoas e, se for prolongado, pode levar a morte. Relevei todas as semelhanças com a Vampira de X-Men pra não prejudicar a leitura, até porque o cenário procura se apresentar como distópico: a sociedade é governada pelo Reestabelecimento, e a Terra está castigada pelas alterações climáticas, falta de comida e usinas nucleares, sendo Juliette um possível resultado disso tudo (mutação genética).

   Nesse ponto, sua rotina é quebrada com a entrada de um companheiro de cela confinamento, que faz muitas perguntas mas não lhe dá nenhuma resposta. A garota fica a beira de um colapso, com medo de encostar nele e trazer a tona o passado que tenta manter sobre controle. E não só por conta de ocasiões traumáticas, mas porque ela o conhece…

   A escrita é bastante peculiar. A autora usa e abusa de tachados no texto, algo que não tinha visto até então, e não segue uma estrutura regular de construção – ora as palavras seguem continuamente sem nenhuma pontuação mesmo que saibamos que ali atrás cabia uma vírgula… Ora ela corta.

   Juliette é um tanto quanto repetitiva  e com mimimis, me lembrando Katniss Everdeen. Todos sabemos o quanto ela é traumatizada e se odeia, mas daí ficar lembrando disso toda hora e não aproveitar oportunidades pra mudar?

   Ao contrário do que ouvi incontáveis vezes, me peguei gostando da história! Sendo em primeira pessoa, as emoções ficam mais intensas e te conduzem até o fim num piscar de olhos. Tive dificuldades com a escrita, mas já comecei Liberta-me e tô empolgada!

terça-feira, 28 de maio de 2013

De volta pra estante #88: Meu amor, meu bem, meu querido.

 

# - Meu amor, meu bem, meu querido

Nome: Meu amor, meu bem, meu querido

Autora: Deb Caletti.

Editora: Novo Conceito

Comprar: CulturaSaraivaFNAC.

“Era seu dia de sorte. O que sempre acaba acontecendo é que devemos a nossa sorte ao azar de outra pessoa.”

 

   Ruby está no ensino médio e se define como uma “menina calada”, ou seja, daquelas que não se manifesta na aula – por mais que tenha contribuições relevantes para fazer. Seu dia a dia envolve escola, trabalho e voltar para casa, sendo que em um dos caminhos ela pode passar pela residência de uma das famílias mais ricas da cidade, os Becker. É em uma dessas caminhadas de volta que ela conhece Travis, que lhe apresenta uma nova perspectiva de vida. Enquanto isso, sua mãe sofre com as cicatrizes mal curadas da separação de seu pai, que ainda assim não sai definitivamente de suas vidas.

 

   Julguei o livro pela capa (muito linda!), mas não consegui associá-la à história, e sempre que a vejo sinto como se ainda não tivesse lido o livro. Não conhecia a escrita da Deb, e a sensação foi de que ela quis abordar vários acontecimentos, mas não soube relacioná-los. Ficou algo como: agora a protagonista sofre de amor; agora a família entra em colapso; opa, hora de se enrolar no trabalho! e assim por diante.

   De fato, o núcleo que mais me chamou atenção foi o das Rainhas Caçarolas. Algumas senhoras de idade se reúnem com a mãe de Ruby, que é bibliotecária, e formam um Clube do Livro. Dali saiu uma trama MUITO interessante! Foi uma pena quando acabou. Esse assunto ainda levou o livro a ter um guia de leitura no final, justamente para ser abordado por grupos de leitura. Adoraria se essa tendência fosse seguida aqui no Brasil, como já é feito no exterior.

   A leitura foi rápida, mas ficou faltando alguma coisa para concluir a história de maneira significante.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

De volta pra estante #87: Uma questão de confiança.

#87 - Uma questão de confiança 

Nome: Uma questão de confiança

Autora: Louise Millar.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaCultura.

 

“Ouvi isso um dia, que as pessoas que sempre imaginam o pior sobrevivem porque estão sempre preparadas. Têm um plano de fuga do avião pronto na cabeça. A saída de emergência do hotel registrada na memória. Um galho em que segurar se caírem na correnteza de um rio. Parece, porém, que estou equivocada.”

 

   “Uma questão de confiança” se ambienta na Londres pouco conhecida, longe dos badalados centros comerciais e turísticos: Debs, Callie e Suzy compartilham da mesma vizinhança nos subúrbios da capital, em um ambiente bastante doméstico. Os capítulos se alternam para mostrar o ponto de vista de cada uma, que não poderia ser mais diferente.

   Callie vive com sua filha Rae, e se dedica exclusivamente à ela; quando mais nova, a menina teve um problema cardíaco que exigiu bastante cuidados, e até hoje é privada de certas atividades para evitar recorrências. O pai vive viajando a trabalho e, quando liga, despeja cobranças em Callie, que se sente acuada pela situação em que se encontra. Sua única amiga, em dois anos de vizinhança, é Suzy, que por sua vez tem bastante conforto: com três filhos homens e um marido rico, era de se esperar que ela fosse feliz… Mas Jay também não para em casa, mesmo enquanto está na cidade.

   As duas viviam nessa rotina de insatisfação, e eram tão próximas que uma fica vigiando a outra pela janela da casa! O equilíbrio fica perturbado com a chegada de uma nova vizinha, Deb, e seu marido. A inquilina claramente tem problemas psicológicos, e é constantemente atormentada por fantasmas do passado. Sua integração com a comunidade não é nada fácil, principalmente por barreiras que ela mesmo cria. Ao começar a trabalhar na escola local, ela se vê em contato com Callie e Suzy. Até que ponto se pode confiar uma nas outras?

 

   O livro me manteve em um clima de suspense constante. Fiquei esperando que algo acontecesse, e quando de fato ocorreu… era como se faltasse mais alguma coisa. Nos foram dados todos os indícios de que a história chegaria naquele ponto, e acabou não surpreendendo. Houveram alguns microclímax, mas não o que o enredo como um todo merecia.

   Vale a pena pelo trio de personagens fortes e suas histórias paralelas, mas não confie no suspense proposto.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

De volta pra estante #86: Esperando por Você.

 

#86 - Esperando por vocêNome: Esperando por você

Autora: Susana Colasanti.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaLeitura.

“Às vezes, quando estou estressada, volto aos meus velhos livros da Judy Blume, da época do ensino fundamental, ou a reprises de programas aos quais eu assistia quando estava no 6º ano. Eles me lembram de como eu era antes de minha vida ficar tão complicada. E me dão esperança de que, um dia, talvez eu consiga recuperar aquela tranquilidade.”

*E essa, senhoras e senhores, é a melhor explicação de todos os tempos sobre o sentido de assistir Barbie aos sábados de manhã*

   Não sabia de onde vinha todo esse frenesi por causa da Susane Colasanti… Vi resenhas de “Bem Mais Perto” e resolvi ler este lançamento, pra ver do que se tratava. Acabou se desenrolando em um romance adolescente, como há tempos não tinha lido (portanto, já não sou a melhor para julgar se caiu em muitos clichês, embora não tenha tido essa sensação).

   Ao voltar do acampamento de verão, Marisa encontra sua melhor amiga, Sterling, para estabelecerem um pacto para o novo ano – fazer dele o melhor possível e parar de esperar as coisas boas acontecerem. Assim, elas voltam às aulas e, claro, em busca de um namorado! Sterling tem fixação em caras mais velhos – como um complexo de Édipo mal resolvido –, e Marisa gosta do menino mais popular, bonito e gente boa da escola – Derek.

   Ao contrário do que pensei, ela não fica correndo atrás dele o livro inteiro! Os dois realmente começam um relacionamento estável, quando ele termina com a namorada-barbie. Enquanto isso, Marisa tenta lidar com Sterling, que se sente abandonada, Nash, que já quis ser mais do que um amigo, e muitos problemas em casa.

   Eu realmente gostei do livro por sair dos moldes dos quais estava acostumada, mas o que mais me agradou foi a identificação com a protagonista: ela teve um sério distúrbio de ansiedade no passado, e vive se policiando para não voltar àquela fase. Sei que tenho algo semelhante, mas nunca fui num profissional adequado para ver o que pode ser feito. Por isso, cada parte pesquisada pela autora e inserida no livro foi de grande valia! Desde sintomas até o que fazer, no dia a dia, para se controlar.

   É uma boa leitura despretensiosa, como um sopro de ar fresco. Me trouxe algumas lembranças do não-tão-distante Ensino Médio, ainda que muitas das situações apresentadas aconteceram mais com amigos meus do que comigo mesma. O ponto alto foi, sem dúvida, a conexão autêntica que senti com a personagem.

segunda-feira, 11 de março de 2013

De volta pra estante #84: A Sabedoria do Condado.

# - Sabedoria do Condado Nome: A Sabedoria do Condado

Autor: Noble Smith.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaCultura.

  Esta obra foi lida alguns dias depois da minha ida ao cinema para ver O Hobbit – e eu ainda estava nas nuvens! Foram quase 3 horas de viagem pela Terra Média, e amei cada minuto.

   “A Sabedoria do Condado” pode até cair no gênero auto-ajuda, mas também apresenta as memórias do autor, Noble Smith, que teve Tolkien como mentor em várias épocas de sua vida. A partir das experiências dele é traçado um guia de como trazer os valores da Terra-Média para os dias atuais.

   Cada capítulo do livro contempla uma raça (elfos, ents) ou um marco importante – como a árvore da festa. É uma obra voltada principalmente aos fãs, pois muito dos textos de Tolkien são resgatados (e eu, que ainda não li Silmarillion, peguei até alguns spoilers), e as coisas fazem sentido quando o contexto é entendido.

   Reclamamos que a maior parte das conversas são feitas remotamente, que as comidas são muito industrializadas, o trânsito é caótico, odeio meu trabalho, etc etc. Nosso atual estilo de vida é regido por bytes e circuitos! Não seria ótimo resgatar um pouco da simplicidade da vida de nossos avós ou bisavós? O Condado é uma vila primitiva, com hortas nas casas, política praticamente inexistente e pessoas que viviam para satisfazer suas necessidades básicas. Temos tantas preocupações hoje que se desligar para ouvirmos a nós mesmos parece impossível.

   Por isso gostei tanto do livro. Ele é bem rápido de ler, e acabou por romper meu ciclo de leituras habituais – e me levou a refletir sobre meus hábitos. Não me prendi muito às fórmulas (faça isso, faça aquilo e seja feliz), e sim aos questionamentos, para então me adaptar.

Em vez de irem dormir em um horário razoável, estas pessoas ficam postando 'estou cansado' nas páginas do Facebook, tarde da noite, e assistem simultaneamente a um filme ruim dos anos 1980, na Netflix.

  No meu caso, é reclamar no Twitter e ver um seriado que não está tão bom assim…

   Quer saber de um exemplo concreto? Neste fim de semana eu fui para um parque municipal, cheio de árvores, lagos e tudo mais. Foi uma sensação incrível: andei descalça na grama,  pulei, gritei, corri e voltei com o rosto corado pelo Sol! Há tempos não me sentia tão livre!

   Eu cresci em uma casa com quintal e varanda bem amplos, com cachorros, gatos e peixes convivendo ao mesmo tempo, trocando abacates por mangas com os vizinhos. Nos últimos anos na minha antiga residência, eu passava a maior parte do tempo livre no computador/tevê, e só me desligava quando estava insuportavelmente quente dentro de casa, e ia observar as estrelas. Atualmente, moro num apartamento bem no Centro da cidade. Ainda não me acostumei com o barulho dos carros a noite, e sinto mais dificuldades para respirar, por conta da qualidade do ar.

   Essa é a realidade de muitos, inclusive a do autor. Ele trouxe soluções cotidianas num contexto literário. ♥

   Smith vai além da qualidade de vida: lições de liderança, relacionamento interpessoal com seu Gollum, consumo, entre outros assuntos, são contemplados, à medida que se analisam os perfis apresentados por Tolkien. Recomendo muito aos fãs, que terão em mãos um tributo a um dos mais aclamados livros de fantasia.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

De volta pra estante #78: A Escolha.

#78 - A escolha Nome: A Escolha
Autor: Nicholas Sparks.
Editora: Novo Conceito.
Comprar: SubmarinoSaraivaLeitura.
“Não podia negar que a família era importante para ela. É o que acontece quando você é produto de um casamento feliz. Você cresce pensando que o conto de fadas é real e, além disso, que você tem o direito de viver aquela fantasia.”

   Nicholas Sparks é um autor bastante pop… e eu achava que conhecia muita coisa dele, mas na verdade só li UM livro até hoje – “A Última Música”. Aqui em casa tem “Um Amor pra Recordar” e “Querido John”, mas já ouvi as histórias tantas e tantas vezes que sinto como se já tivesse os lido.
   Já li muitas resenhas também, e não há muito mistério. Resumos podem ser feitos em 5 linhas, porque é usada uma fórmula. A questão é o jeito como ele escreve. São leituras rápidas, e como a Ni disse, confortáveis. “A Escolha” furou a fila e começou a ser lido dois dias depois de ter chegado, o perfeito remédio para minha ressaca (que estão ficando cada vez mais frequentes. Deve ser o fim do ano).

   Já adianto que não morre nenhum cachorro! Era isso que eu pensava ao olhar pro marcador e o lápis, que vieram no kit, mas eles são importantes sim – é assim que Gabby começa a conversar com seu vizinho, Travis. Ela tem uma border collie (raça do cachorrinho do marcador), que aparenta estar prenha. Gabby é nova na cidade, e só pode contar com sua cachorra e seu namorado, por isso a preocupação; ela está certa de que foi o boxer de Travis que fez o serviço, e exige que o dono assuma suas responsabilidades, ajudando-a a encontrar lar para os filhotes.
   Travis leva uma vida confortável. Tem dinheiro, casa, tempo para praticar seus hobbies e está sempre cercado por amigos, que já têm suas famílias formadas. Eles meio que pressionam para ele arrumar uma esposa também, e Travis sente que só falta isso para completar sua vida, mas ainda não encontrou ninguém que pudesse preencher esse posto. Sua rotina é quebrada quando a vizinha LOCA chega gritando, falando que seu cachorro é o culpado pela prenhez da dela, que ele tem que ajudá-la com os filhotes, etc, etc. Ele bem que tentou ser simpático: para dar as boas vindas, deixou uma cesta com queijos e vinhos na porta dela. Ela nem o deixava falar! De onde vinha aquela má impressão que Gabby tinha, e como tirá-la? E por que ele ficou tão impressionado com o temperamento e personalidade da garota?

   Taa-dá! Vocês podem até imaginar o que acontece. É isso mesmo, com enfoque no que traz o título: escolhas. Cada uma é pensada e ponderada, desde o começo da história, e os personagens têm que lidar com as consequências. Uma, em particular, é o centro do livro: o prólogo e a segunda parte tratam disso, e fui contagiada pelo peso da decisão do personagem. Dizem que os livros do Sparks sempre têm finais felizes. Se eu soubesse disso, teria sofrido menos.
   Gostei e recomendo dentro do contexto “livros leves/passatempo”. Não acrescentam nada, mas a leitura tranquila pode ser tudo que você está precisando. O cenário é uma cidade pequena, com lindas paisagens, e as cenas tem um forte elemento familiar. Tudo leva ao conflito central – e aí lembrei de outro filme/livro: spoiler/E se fosse verdade/spoiler. No entanto, não chorei nesse!
   Já tô comprando outros e---opa, eu não tava de rehab? =x

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

De volta pra estante #75: O sonho de Eva.

# - O Sonho de Eva Nome: O sonho de Eva

Autor: Chino Anes.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SubmarinoSaraivaFNAC.

" Bem, isso vale para qualquer livro: se não serve pra instruir, serve ao menos para divertir. O problema é quase sempre o leitor...

(...)

O leitor! É ele quem, às vezes, por deficiência na leitura, confunde diversão com instrução. Leva piadas a sério... Aí é que a coisa desanda..."

 

   Nos meus primeiros anos com acesso à internet, passei um bom tempo em sites de mensagens subliminares e algumas teorias conspiratórias. Passei por situações traumáticas… e o assunto ficou pra trás, mas continuo louca com o tema. Paralelo a ele, tem a questão de sonhos, e existem estudos que falam da inserção de ideias enquanto dormimos. Quem nunca viu aquele curso de inglês “aprenda dormindo”?

 

   Eva é uma psicóloga que estuda sonhos lúcidos – que ocorrem quando sonhamos e temos consciência de nossas ações no mundo onírico; deixamos de ser expectadores para atuar. Depois de dar uma palestra sobre o assunto na Universidade de Viena, ela recebe a visita de dois policiais e descobre que sua irmã se jogou de um prédio, e pior: seu filho, que estava aos cuidados da tia, desapareceu. Eva entra em desespero, e para tentar descobrir o que realmente aconteceu com a irmã, e onde está o filho, ela se junta à Yume, uma empresa de jogos que desenvolve o DreamGame. Imagina, jogar enquanto dorme, num mundo onde tudo é possível? Daí entram os serviços de psicóloga e especialista no assunto. Eva se dedicará, mas com cautela: quanto mais ela conhece a situação em que está, mais perigosa ela lhe parece…

 

   Sabe aquele livro que é ficção, mas traz conteúdo – e sem ser maçante? Em “O sonho de Eva” temos contato com alguns conceitos da psicologia e conhecemos os sonhos lúcidos, em diálogos elucidativos. Também é discutida a massificação de informações, influência da mídia e dos jogos no nosso dia a dia. O mais interessante é que o autor não é formando nessa área – sua formação é em Engenharia Eletrônica e Telecomunicações (com pós-graduação em marketing). Adoro livros que combinam informação e diversão – a quote no começo do post serviu perfeitamente!

   E é nacional. Fico feliz pela editora ter apostado no autor, e também por termos mais a caminho. Não é o melhor momento para discussão, mas um ponto não podemos ignorar: a literatura brasileira tem muito material de qualidade. O que falta é confiança – do autor, em provar que merece ser impresso; da editora, em acreditar que vende, sim; e dos leitores, que precisam abrir os olhos para esse mercado. Quando isso acontece, temos um resultado como o do livro de hoje…

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

De volta pra estante #70: Palavras Envenenadas.

#70 - Palavras Envenenadas Nome: Palavras Envenenadas

Autora: Maite Carranza.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: SaraivaLeituraFNAC.

“E agora, o que eu faço? Imagino ele abrindo a porta, com os olhos semicerrados e ameaçadores, duas fontes carregadas de ódio, que sabem tudo, que veem tudo, que me julgam por tudo. Talvez já saiba isso, também, e me matará. E me dou conta do meu erro. Abri a caixa de Pandora.”

 

   Um caso de desaparecimento que causou comoção mundial foi o de Madeleine McCann, aquela garotinha fofa que sumiu em Portugal. Vira e mexe aparecem notícias de pessoas sendo libertadas de cativeiros, mostrando uma barbárie na qual relutamos em acreditar. Como alguém priva outrem de sua liberdade? – Um livro que eu não li, mas retrata o lado do refém, é o 3096 Dias, de Natascha Kampusch.

   “Palavras Envenenadas” traz essa temática, com o ponto de vista dos envolvidos no desaparecimento de Barbara Molina. Faz 4 anos desde a última vez em que ela foi vista, e a investigação ficou inconclusa. Um dia, porém, uma ligação da garota retoma as atividades.

  Em terceira pessoa, o narrador desnuda os pensamentos da própria Bárbara Molina; Eva Carrasco, melhor amiga dela; Salvador Lozano, o detetive responsável pelo caso; e Nuria Solís, mãe da vítima. Cada um foi atingido por em níveis diferentes, mas todos são cheios de angústias. O tempo cronológico do livro não é longo, mas como não temos conhecimento do caso, somos levados à narrativas do passado, fundamentais para desenrolar a trama.

 

   Este livro já estava marcado para trocar – afinal, eu já sabia o que acontecia no final. Só que, diferente do que imaginei, Palavras Envenenadas vai além do romance policial. Tem uma boa dose de drama, sem ser cansativo – tanto que eu o folheei e recomecei a leitura sem perceber. O fato de saber de tudo transformou a história em outra, que vale a pena ser conferida novamente.

   Por se passar na Espanha, tem outro diferencial: nomes, lugares e hábitos que não vejo todo dia. São nesses momentos que me dou conta do quanto estou alienada com os hábitos estadunidenses; sinto como se já conhecesse o país! E eis que uma história apresenta outra realidade… Mesmo de forma não intencional, ela vem com muitos elementos culturais, como o dia a dia dos jovens. Por isso, leia!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Novidades dos autores parceiros

   Os autores parceiros do blog estão com muitas novidades! Confira:

 Ausencia_Capa

Nome: Ausência

Autora: Flávia Cristina Simonelli

Sinopse: Daniel é médico neuropsiquiatria e começa a tratar de Ervin de Apolinário, professor aposentado que apresenta uma doença degenerativa. Tudo estaria dentro da rotina do consultório, não fosse a doença de Alzheimer reavivar na memória de Daniel antigas dores, misturadas à paixão obcecada por Natasha, filha do paciente, provocando a desestruturação de seu casamento e a culpa por transpor seus limites éticos. Ausência é um romance que coloca ao leitor uma questão perturbadora: o que acontece quando a mente começa a apagar as lembranças que constituem a própria biografia? O desenvolvimento do Alzheimer e o dilema de Daniel são o fio condutor dessa trama permeada por relações complexas e questionamentos existenciais que levam a refletir sobre o dinamismo inesperado da vida.

Editora: Novo Século.

Comprar: SaraivaFNACCasas Bahia

   A autora escreve com o propósito de nos levar a refletir sobre a vida. Paixão e Liberdade foi um livro que ficou na minha cabeça por semanas… Neste livro, ela se propõe a discutir a construção do ser a partir de suas memórias. Nas palavras da autora, “cada um de nós é o caminho que percorreu. O caminho pode até se apagar da memória, mas jamais deixa de existir.” E este é o fio condutor dos personagens principais, Daniel e Ervin de Apolinário.

 

 

Do Seu Lado, Fernanda SaadsNome: Do Seu Lado

Autora: Fernanda Saads.

Sinopse: Após um longo tempo de terapia para se recuperar de um fora, Sarah parece estar bem. Quer dizer, ela já recuperou seu peso normal e consegue pensar em outras coisas além de Bruno. O problema é que no fundo ela vive fantasiando o dia em que esbarra com ele na rua e: pimba! Ela está linda e radiante e ele percebe a mancada que deu.
Seus planos são simples: reconquistar Bruno e depois dar o troco que ele merece. Mas o destino lhe prega uma peça quando Nestor, seu chefe, pede que ela visite um novo cliente e, de repente, tudo vira de cabeça para baixo. Lá está ela de frente para o seu antigo amor, que parece mais irresistível do que nunca!
Enquanto isso, seu melhor amigo, Igor, sempre presente e irritantemente perfeito, não suporta vê-la cair nas garras do bonitão outra vez. Sarah terá que lutar contra os próprios conceitos para descobrir o verdadeiro sentido do amor.

Editora: Novo Conceito – Jovem

Comprar: SaraivaLeituraFNAC

   Fernanda segue escrevendo chick-lits, agora publicada pela Novo Conceito! Apesar do enredo ser um pouco previsível, vale a pena conferir – as situações criadas são impagáveis, e elas acontecem em solo brasileiro!

 

   E a autora Liana Cupini está com site novo, além de já ter começado a divulgar seu novo livro:

ATQMTA

 

Nome: Antes tarde que mais tarde ainda

Autora: Liana Cupini.

Sinopse: (Cinco anos depois do Antes Tarde que Mais Tarde) Aos 34 anos e 13 meses a vida de Karla Kristina terá um novo turbilhão de emoções: gravida, ela enfim conhecerá a sogra, uma socialite paulista que promete transformar sua vida radicalmente, incluindo um maravilhoso casamento na Europa e um novo apartamento.​

Será que Karla esta preparada para ser mãe, esposa e largar seu emprego?

Editora: Modo.

   Fico orgulhosa em poder promover tantos autores brasileiros de qualidade! Há dois anos atrás, não poderíamos encontrar tanta variedade no mercado. E tenho certeza de que nós, leitores, temos grande influência sobre isso. Parabéns a todos por estes resultados!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

De volta pra estante #56 : A Última Música.

“A verdade só tem significado quando é difícil de ser admitida.”

AUltimaMusica_capa Nome: A Última Música

Autor: Nicholas Sparks.

Editora: Novo Conceito

Comprar: SaraivaSubmarinoCultura  

   Tenho adiado meu encontro com Nicholas Sparks há muito tempo. Cheguei até a comprar um livro dele, e dei de presente (ainda que pra minha mãe, ou seja, o livro está disponível para eu ler a hora que quiser). De antemão, sabia que o autor escreve best sellers açucarados, o que não é bem meu tipo de livro. Para firmar minha opinião, li A Última Música, com a cabeça aberta.

   Ronnie é uma adolescente que se rebelou depois da separação dos pais: o piano, antes sua paixão, passou a ser objeto de desprezo, por lembrar o pai que saiu de casa, que é pianista;seu estilo se transformou num rocker, com mechas roxas no cabelo e roupas pretas, e o que ela mais faz é brigar com a mãe. (Já tive mechas roxas. <3)(Mas roupas pretas todos os dias não rola.)

   No terceiro verão após a separação dos pais, ela e o irmão são mandados de Nova York para Carolina do Norte, para ficar com Steve, o pai. Ronnie não aceita a ideia de jeito nenhum – o rancor é muito forte –, mas ainda assim é convencida a ir. Sua postura nos primeiros dias é de profundo distanciamento, não aceitando nenhuma das tentativas de seu pai de se aproximar dela e conviver aquelas semanas em paz. Steve é uma figura a parte: ele tem muita paciência com a filha! Chega até a esconder o piano que tem em sua sala de estar para ela não se irritar com ele. 

   Nova York é a cidade do agito. Ronnie estava tão acostumada com o ritmo que vivia por lá que fica inquieta com o lugar onde o pai mora: a casa é modesta, de frente pra praia, e a cidade tem pouquíssimas atrações, dentre elas uma lanchonete no estilo dos anos 1950 e uma loja de discos. Não, a garota não sabe ver as pequenas e belas coisas da vida... Numa das rondas atrás de algo pra fazer fora de casa ela conhece Galadriel (que prefere ser chamada de Blaze), e logo cria uma empatia, por se identificar com o estilo dark da garota. E um incidente a leva a conhecer também Will, que aparenta ser mais um daqueles mauricinhos populares. Será?

   A trama do livro é basicamente sobre relacionamentos: o de pai e filha, bastante fragilizado e em busca de uma reconstrução; o entre irmãos, que mostra mais uma vez ser entre tapas e beijos; entre amigos (amigos?) e entre pessoas que se gostam. O narrador muda o ponto de vista sobre cada personagem durante a história, o que é legal pra gente acompanhar o que se passa com cada um em determinado momento.

   Confesso que achei o final bem de novela, com um drama que nunca imaginei que pudessem acontecer, mas que explica boa parte dos acontecimentos. :D

   Ainda vou descobrir o que Nicholas Sparks faz pra gente chorar tanto num livro dele! “Um Amor pra Recordar” está na estante, só esperando sua vez, bem como Querido John. Mas sou tão manteiga derretida que fico com medo dos mares que podem ser jorrados por aqui!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Knockin’ on Miriam’s Door #7.

Coluna mensal onde eu mostro o que recebi pelos Correios durante o mês.

 

 

   Atrasadinho, né? Ah, mas o que vale é a intenção… :))

 

   Março foi tranquilo; primeiro chegaram os brindes para o evento de Jogos Vorazes – que eu não bati foto, mas no post sobre ele dá pra ver bem.

   No pique, eu consegui alguns dos pôsters que estavam sendo distribuídos nos cinemas de alguns lugares. Como eu não consegui aqui, troquei meus brindes do evento com um amigo que conheci no grupo da trilogia no Facebook, e ele me mandou:

 

MARIDOS! :D

   Os lindos do Cinna, Gale, Peeta e Gato Cato! #surta

 

   Recebi um viajante que queria muito ler, e foi ótimo! Acho que vou comprá-lo, inclusive: Ladrões de Elite.

   Nas trocas pelo Plus do Skoob, consegui Destino! Ah, maravilha. Tá conservado e lindo, como deve ser!

As duas autoras se chamam Ally! ;O

      E pra fechar o mês, chegou o kit que ganhei no sorteio no Facebook da editora Novo Conceito.    O kit é uma caixa fechada à cadeado, que tem uma combinação. Para descobri-la, tem que desvendar pistas deixadas na caixa. Eu passei 15 minutos decifrando, e mais meia hora tentando abrir o cadeado. Foi dificílimo! ;~ Aí tem o livro e o marcador.

 

   Espero que tenham tido um bom mês, com várias visitas do carteiro por aí! õ/

sábado, 3 de março de 2012

Knockin’ on Miriam’s Door #6.

Coluna mensal onde eu mostro o que recebi pelos Correios durante o mês.

 

   Fevereiro ultrapassou um pouco minhas espectativas. Não cheguei a comprar nada em lojas virtuais – o que pode ser considerado um milagre –, mas isso não impediu o carteiro de me fazer visitas. Veja só o que chegou pra mim:

 

Livros da Escrita Fina

   “Sabor de Sangue e Chocolate” veio pela editora Escrita Fina, parceira do blog. Resenha aqui. E comentando, você ainda tem a chance de ganhar o livreto e mais marcadores sortidos!

 

Livro da Novo Século    “Coletânea de Contos” veio pelo Clube do Blogueiro da Novo Século: fui uma das sorteadas do mês! A resenha está aqui.

 

SAM_2738    Por último, esses marcadores que troquei. Fiquei imensamente feliz por eles! Minha coleção conseguiu ter um impulso bastante interessante com a chegada dos novos membros. Aceito doações!

 

   Acho uma pena que o hábito de mandar cartas tenha morrido com a ascenção dos e-mails. Claro, são muito práticos e eu mesma não viveria sem o meu, mas a sensação de receber algo é tão boa, que não posso deixar de me lamentar.

   Beijos e um bom fim de semana para todos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

De volta pra estante #41: A jornada.

Papai disse que está rezando por um milagre. (...) Tenho certeza de que se alguém pode fazer milagres, esse alguém é a Mulher Sábia das Montanhas. Agora só falta descobrir onde ela se encontra e como chegar até ela.

Começar a ler o livro foi uma experiência diferente das demais; havia um clima criado para dar um sentido de travessia, a partir da capa, com a borboleta monarca prestes a voar – ainda que a da imagem esteja com um alfinete enfiado, ou seja, é uma borboleta morta. As cores da capa ficaram lindas e conversaram entre si,... ah, é uma capa de livro que agora está entre uma das minhas preferidas!



Nome: A jornada - A história de quatro irmãs e uma viagem inacreditável
Autora: Erin E. Moulton
Sinopse: Assim que a mãe dá a luz a sua quarta menina, as irmãs Rittle enfrentam uma aventura cheia de mistérios, incertezas e riscos - uma Senhora misteriosa,uma floresta cheia de segredos, bandidos e um rio pronto a levá-las ao desconhecido. Mas o amor entre as meninas é mais forte do que qualquer susto e, juntas, elas descobrem o valor da esperança, da amizade e que milagres existem, sim, e estão mais perto do que imaginamos.
Editora: Novo Conceito.

O cenário da história é os Estados Unidos, um uma cidade montanhosa e tradicional, onde se esculpem caretas em abóboras na época do Halloween. Maple, a personagem que narra a história, é a segunda filha de quatro, sendo que a caçula ainda está na barriga da mãe. As meninas Dawn e Beetle, agem como irmãos costumam fazer: brigam, mas no fundo – bem no fundo – se amam. Entre Dawn e Maple há um leve atrito, talvez pela proximidade de idade: Maple tem por volta dos 9 anos, e Dawn, 11. Uma quer subordinar a outra, que não aceita.

Em uma ocasião próxima ao Halloween, em uma noite em que as meninas se ocupam em acender abóboras e fazer bolos, a mãe entra em trabalho de parto, e a bebê Lily Anne nasce prematuramente. As mais velhas escutam uma conversa de que o mais novo membro da família corre sério risco de vida, e entram em pânico – também, né, a avó delas, ao invés de esclarecer melhor a situação, prefere dizer que “tudo vai ficar bem”...

Maple não agüenta a idéia de que sua irmã pode não sentir o fresco ar da montanha, e não ter sua abóbora exposta junto com as outras, como ocorre todo ano. Nisto, ela se lembra de uma canção que sua mãe vinha lhe ensinando, verso por verso. A letra é sobre uma antiga lenda local, na qual uma entidade desce à Terra para conceder milagres aos homens. Em busca disto, Marple parte, tendo em vista a cura de sua irmã caçula. Sua idéia era ir sozinha, mas acaba indo com Dawn, que descobre os seus planos e não a abandona – ainda que relutante.

No próprio título é possível descobrir que o que importa não é o destino, e sim a trajetória (a jornada!). Quando se tem um objetivo difícil de se alcançar, a caminhada até ele costuma trazer muito mais aprendizado, e se torna mais importante e , como li nesta semana: o que é difícil de se conquistar, também é mais difícil de se perder.

Li o livro em uma manhã – isto porque tive aula! Assim como comentei no começo, a experiência de lê-lo foi única. Este ar da montanha, onde as pessoas precisam recolher lenha e se aquecem juntas, sem a presença de uma televisão, e cozinham em família... Isto, logo de cara, trouxe uma atmosfera muito agradável à leitura, além de ser muito envolvente. As caracterizações são leves e suficientes para nos situarmos na história, sem ficar chato ou descritivo.

Tenho um fraco por borboletas: simplesmente AMO; o tempo todo elas estavam presentes, seja nas capas de capítulo, seja na própria história.

Leia! Leia! Leia! 


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