sexta-feira, 20 de julho de 2012

De volta pra estante #62: Insaciável.

# - Insaciável

Nome: Insaciável

Autora: Meg Cabot.

Editora: Galera Record.

Comprar: SaraivaSubmarinoFNAC.

 

“Como poderia saber que a pessoa perfeita não estava parada na frente dela agora? Como qualquer um poderia saber? Era fácil. Ninguém sabia. As pessoas se arriscavam. Talvez não pudesse ver o próprio futuro.Mas isso não significava que não tinha um.”

 

   Eu estava tão cansada quanto Meena Harper no que diz respeito a vampiros. Li toda a série Crepúsculo, entre outros, e achei que que era suficiente. Todo mundo falando sobre... Não queria mais um do gênero tão cedo. Mas gente, é Meg Cabot. Como resistir? E eu duvidava que ela fosse fazer algo que já tivesse sido escrito.

 

    A protagonista, Meena, escreve para uma novela chamada Insaciável, que já está no ar há muitos anos. No momento, eles estavam sendo superados por uma outra, chamada Luxúria (em Inglês é Lust. Me lembrou “Lost”, e me pergunto se vi algumas indiretas ao seriado ou se é coisa da minha cabeça). A concorrente está a frente nas pesquisas por ter colocado no enredo um elemento que está em alta entre os telespectadores: vampiros. Para tentar recuperar o show, os superiores de Meena dão ordens para que o mesmo seja feito em Insaciável.

   A derrota nas pesquisas por um ser misógino é demais para a jovem, que ainda tem que lidar com: a promoção de uma insuportável colega ao posto que ela queria; o desemprego do irmão; as oscilações hormonais provocadas pela gravidez da sua melhor amiga; e seu dom. Meena pode prever como uma pessoa morrerá. Isso acontece desde criança, e ela tenta conviver com isso o mais normalmente possível – o máximo que faz é dar despretensiosos alertas/conselhos às pessoas.

   Numa noite de insônia, ela sai para passear com seu cachorro, Jack Bauer, e encontra um homem que não lhe passa nenhuma mensagem quanto à sua morte. Como isso é possível? E como ele sobreviveu ao estranho ataque de morcegos pelo qual passaram, sem nenhum arranhão?

   Adivinha só: Lucien, homem perfeito – cavalheiro, rico, bonito, inteligente – é um vampiro. E Meena está completamente apaixonada por ele.

 

   A princípio, pensei que se tratasse de um livro de romance, com alguns mistérios. Por isso, demorei a engatar na leitura (não que seja ruim! Só não estava no clima para acompanhar os flertes entre Meena e Lucian). Quando a ação começa, é impossível desligar da trama! Foi nessa reviravolta, causada pelo simples recebimento de um buquê de rosas, que eu lembrei o quanto Meg Cabot é incrível.

   Esta foi a primeira leitura que fiz de uma obra mais adulta dela. Ainda que algumas cenas sejam mais… ricas em detalhes do que nos livros adolescentes, gostei de notar a essência da autora em um aspecto: a protagonista sempre tem uma melhor amiga. Em todos livros que li foi assim. É o ponto de equilíbrio.

   Outra coisa que me deixou super animada foram as críticas feitas a vampiros. Que coisa metalinguística!

“Mesmo que esses caras admitam mais e mais que querem nos matar,” Meena continuou, “a ideia de que eles estão nobremente se contendo de fazer isso é, supostamente, para ser atraente? Me desculpe, mas saber que um cara quer matá-la é picante?”

   E além de retratar os vampiros como deve ser, ela foi atrás de referências históricas e literárias! Quão sério ela leva seu trabalho para fazer tal pesquisa?! Não é porque é uma história fantasiosa que não pode ter fundamentações.

   Insaciável tem uma sequência, “Mordida”. A história acaba aí… e já foi lançada no Brasil! Ainda bem que não terei que esperar anos para concluir a série…

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Filmow: modo de usar.

   Depois de descobrir o Skoob e fazer dele parte da minha rotina internetística, procurei por um site semelhante, mas que fosse voltado para filmes. Eis que achei o Filmow, que correspondeu todas as minhas expectativas!
Clique e conheça o site!
A proposta do site é simples: ser uma rede social que reúna filmes e séries, onde possamos catalogá-los segundo nosso interesse (ou não. Tem como marcar “não quero ver”). Sua interface é bastante intuitiva; vou destacar algumas funções básicas e que merecem atenção.
   A página inicial, quando se está logado, é a seguinte:
Home do FilmowDe verde: “Notificações”, “Solicitação de Amizades” e “Novos Recados”, respectivamente. Quando tiver novidades, aparece um balãozinho vermelho (assim como no Facebook).  Clicando naquela setinha, ao lado do seu nome de usuário, é possível acessar seu painel (onde os filmes estão listados), perfil, editar o perfil ou sair da conta.
De vermelho: algumas estatísticas interessantes! Lista, por categorias (filmes, curtas, séries ou novelas), seus comentários, avaliações, etc. O mais legal é a contagem de horas de filmes vistos!
   Para adicionar o filme na sua conta é tranquilo: basta pesquisar pelo nome ou pelo artista. Procurei por “Orgulho e Preconceito” (já comentei como ele é meu livro/filme preferido???) e escolhi a versão de 2005.
A propósito: concordo com a opiniãp de todos os usuários
No topo da imagem, podemos ver o estado – se ele está nos cinemas, é estreia, já saiu em DVD…
De vermelho: você marca se já o viu ou não, dá nota e pode indicar para os amigos!
De verde: a maneira mais ágil de adicionar mais filmes sem fazer pesquisas um por um. Nos detalhes da obra tem o link pro perfil dos artistas creditados (é possível marcar como “sou fã”, e fica visível na sua página); aí, os filmes nos quais ele trabalhou estão listados. O mesmo para diretores e roteiristas.
Mais embaixo, tem uma recomendação de semelhantes. Rapidinho vários estarão adicionados na sua conta. Não costumo marcar os que não quero ver, é meio inútil.
   Na página do filme, você pode deixar seu comentário, uma resenha mais completa ou simplesmente “curtir” ou “descurtir” o que outros usuários escreveram, além de responder aos mesmos.
   Além de filmes, estão cadastradas séries (por temporadas), novelas e curtas.

   Gosto muito do site! Sempre que estou sem ideias do que vou assistir, clico na minha lista de “Quero Ver”. Além disso, pude criar algo como “maratona de artistas”: decidi que até o fim do ano verei todos os filmes do Alan Rickman e Matthew Macfadyen que tiver oportunidade. Os títulos lançados em português estão todos lá! Mais simples que o IMDB.
   Para adicionar meu perfil, é só clicar.
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   Aproveitando o assunto… gostaria de apresentar pra vocês a Ana Clara! Ela é uma grande amiga minha, e agora vai contribuir com o blog, escrevendo sobre filmes! 
 Ana ClaraEstatísticas da Ana Clara

Ela é completamente cinéfila – sem contar as séries… Logo logo ela estreia por aqui, aguardem! ;)


terça-feira, 17 de julho de 2012

Novidades dos autores parceiros

   Os autores parceiros do blog estão com muitas novidades! Confira:

 Ausencia_Capa

Nome: Ausência

Autora: Flávia Cristina Simonelli

Sinopse: Daniel é médico neuropsiquiatria e começa a tratar de Ervin de Apolinário, professor aposentado que apresenta uma doença degenerativa. Tudo estaria dentro da rotina do consultório, não fosse a doença de Alzheimer reavivar na memória de Daniel antigas dores, misturadas à paixão obcecada por Natasha, filha do paciente, provocando a desestruturação de seu casamento e a culpa por transpor seus limites éticos. Ausência é um romance que coloca ao leitor uma questão perturbadora: o que acontece quando a mente começa a apagar as lembranças que constituem a própria biografia? O desenvolvimento do Alzheimer e o dilema de Daniel são o fio condutor dessa trama permeada por relações complexas e questionamentos existenciais que levam a refletir sobre o dinamismo inesperado da vida.

Editora: Novo Século.

Comprar: SaraivaFNACCasas Bahia

   A autora escreve com o propósito de nos levar a refletir sobre a vida. Paixão e Liberdade foi um livro que ficou na minha cabeça por semanas… Neste livro, ela se propõe a discutir a construção do ser a partir de suas memórias. Nas palavras da autora, “cada um de nós é o caminho que percorreu. O caminho pode até se apagar da memória, mas jamais deixa de existir.” E este é o fio condutor dos personagens principais, Daniel e Ervin de Apolinário.

 

 

Do Seu Lado, Fernanda SaadsNome: Do Seu Lado

Autora: Fernanda Saads.

Sinopse: Após um longo tempo de terapia para se recuperar de um fora, Sarah parece estar bem. Quer dizer, ela já recuperou seu peso normal e consegue pensar em outras coisas além de Bruno. O problema é que no fundo ela vive fantasiando o dia em que esbarra com ele na rua e: pimba! Ela está linda e radiante e ele percebe a mancada que deu.
Seus planos são simples: reconquistar Bruno e depois dar o troco que ele merece. Mas o destino lhe prega uma peça quando Nestor, seu chefe, pede que ela visite um novo cliente e, de repente, tudo vira de cabeça para baixo. Lá está ela de frente para o seu antigo amor, que parece mais irresistível do que nunca!
Enquanto isso, seu melhor amigo, Igor, sempre presente e irritantemente perfeito, não suporta vê-la cair nas garras do bonitão outra vez. Sarah terá que lutar contra os próprios conceitos para descobrir o verdadeiro sentido do amor.

Editora: Novo Conceito – Jovem

Comprar: SaraivaLeituraFNAC

   Fernanda segue escrevendo chick-lits, agora publicada pela Novo Conceito! Apesar do enredo ser um pouco previsível, vale a pena conferir – as situações criadas são impagáveis, e elas acontecem em solo brasileiro!

 

   E a autora Liana Cupini está com site novo, além de já ter começado a divulgar seu novo livro:

ATQMTA

 

Nome: Antes tarde que mais tarde ainda

Autora: Liana Cupini.

Sinopse: (Cinco anos depois do Antes Tarde que Mais Tarde) Aos 34 anos e 13 meses a vida de Karla Kristina terá um novo turbilhão de emoções: gravida, ela enfim conhecerá a sogra, uma socialite paulista que promete transformar sua vida radicalmente, incluindo um maravilhoso casamento na Europa e um novo apartamento.​

Será que Karla esta preparada para ser mãe, esposa e largar seu emprego?

Editora: Modo.

   Fico orgulhosa em poder promover tantos autores brasileiros de qualidade! Há dois anos atrás, não poderíamos encontrar tanta variedade no mercado. E tenho certeza de que nós, leitores, temos grande influência sobre isso. Parabéns a todos por estes resultados!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

De volta pra estante #61: Destino.

# - Destino Nome: Destino
Autora: Ally Condie.
Editora: Suma de Letras.
Comprar: SaraivaSubmarinoFNAC.

“Tudo está acontecendo tão rápido. Chegar até o meu décimo-sétimo aniversário foi como dar passos lentos por uma trilha onde eu via cada pedregulho, reparava em cada folha, me sentia, ao mesmo tempo, agradavelmente entediada e cheia de expectativa. Agora parece que estou correndo pela trilha a toda velocidade, ofegante.”
Me identifiquei.

   Eu já conhecia distopias antes mesmo de ler Jogos Vorazes; depois do sucesso que a trilogia fez, o termo passou a ser mais utilizado e os livros do gênero vieram à tona. Destino é um deles.

   Na trama, Cassia vive em uma Sociedade padronizada e normativa. Tudo passa pela mão dos Funcionários, que controlam as porções de comida, roupas, horários, vocação e relacionamentos. Um dos eventos mais marcantes para uma pessoa acontece quando ela completa 17 anos – a partir daí, ela pode ser chamada para seu Banquete do Par, onde conhece a pessoa com que passará o resto da vida. Lembra muito os bailes debutantes que se via antigamente, no qual as garotas eram apresentadas ao mundo. O Banquete segue este estilo: os jovens se vestem melhor do que em qualquer outro dia (sem as roupas padrão) e comem muito bem.
   A Sociedade designa Xander como Par de Cassia. Ele é o melhor amigo da garota, e todos ficam muito felizes com o novo casal – diferente da maioria, eles moram na mesma cidade e já tem familiaridade. Ainda assim, cada um recebe um micro cartão com todas informações sobre o outro, orientações de namoro, etc. Por curiosidade, Cassia resolve ver o que os outros acham que ela precisa saber sobre Xander; no entanto, quando insere o micro cartão no leitor, aparece o rosto de um outro garoto: Ky, um dos garotos que faz parte do seu grupo de amigos, mas que diferente dos demais, não se sobressai de maneira nenhuma.
   A Sociedade, tão perfeita, seria capaz de cometer um erro tão crítico? E o que Cassia irá fazer, com a incerteza plantada em sua mente?
Minha mente classificadora deseja identificar o canto dos pássaros à minha volta e dar nomes às plantas e às flores que vejo. Minha mãe provavelmente conhece a maioria, mas jamais terei este tipo de conhecimento especializado, a menos que o trabalho no Arboreto se torne minha vocação.
Parece que a definição de “vocação” é meio deturpada. Não acho que algo possa “se tornar” uma vocação…

   O livro mistura distopia e romance na medida certa – não podemos ter um sem o outro. Muitos comentários foram feitos quanto ao ritmo da história, que é uniforme, sem um clímax bem definido. Eu senti um clima de tensão o tempo inteiro (essa coisa da Sociedade vigiar tudo, fiquei esperando os Funcionários aparecerem a qualquer momento!). Penso que a autora quis fazer a introdução da série, que terá mais dois volumes.
   Outro ponto que observei quanto à isso é a capa, e também um dos pontos da história: todos os cidadãos têm que carregar consigo três pílulas, cada uma de cor e efeito diferente: a verde serve para acalmar; a azul garante sobrevivência por alguns dias, desde que se tenha água; e a vermelha é um mistério (que descobrimos no final). Veja bem: a capa do livro é verde. O livro é… calmo. Coincidência?
   A capa da sequência, Travessia, é azul, e o último da série (“Reached”, ainda não lançado) é vermelha. Dá o que pensar sobre o enredo dos próximos!
Matched
   Gostei de Destino mais do que esperava. Vou acompanhar a série de perto! Meu medo é de Travessia terminar do mesmo jeito que Em Chamas (porque o último só será lançado em Novembro nos EUA).


sexta-feira, 13 de julho de 2012

DIY: Varinha de Harry Potter.



No ano passado, dia 15 de julho, estreava nos cinemas o último filme de Harry Potter. Foi o fim de uma era, sim, mas gente, não entremos em depressão; como J. K. Rowling diz, Hogwarts sempre estará lá para nos receber de volta (eu mesma já reli os livros não sei quantas vezes).
Por causa da data, muitos fãs estão organizando eventos em suas cidades. Aqui em Goiânia vai ter um Encontro! Já tô entrando no clima, e produzi esse tutorial (DIY = do it yourself, “faça você mesmo”) para todos que não têm um Olivaras perto de casa…

Me baseei neste que achei no DevianArt, e adaptei para nós. Os materiais não são difíceis de encontrar, e seguindo as observações, dá pra fazer a(s) varinha(s) em uma tarde!
Então vamos lá. Você vai precisar de:
Materiais necessários 1. Uma vara de madeira com as dimensões desejadas. Eu procurei hashi, palito de churrasco… mas nenhum deles tinha as medidas adequadas. Fui numa loja do Mercado Municipal, que vendia cestas, panelas de ferro e tudo mais, e achei esse “coçador”. O cabo dele deu certinho! Paguei R$ 5,00.
2. Cola quente. Se puderem escolher, optem pela maior. Essa minha é pequena.
3. Refis de cola quente. Cada varinha costuma gastar dois desse tamanho. R$ 0,50, ambos.
4. Tinta acrílica da cor desejada: marrom, preto, branco, etc. Sobre a tinta, é importante observar o seguinte:
Tintas
   Não compre a de tecido. Ela demora horrores para secar! A mais adequada (<3) é a primeira, encontrada em papelarias. Tem que ser essa fosca/mate porque a varinha é, em tese, de madeira. Melhor se ela não tiver brilho… Foi uns R$ 4,00.
5. Pinceis. Prefira o de certas macias (não sei quanto é, já tinha aqui em casa…).
6. Miçanga de bolinhas. Não importa a cor, porque ela será coberta, como veremos adiante.
7. (opcional) Miçangas variadas.
8. Jornal, para cobrir a área de trabalho.

Mãos à obra!
Antes de tudo, recomendo que você já saiba qual é a sua varinha ~oficial~, de acordo com o Pottermore. Depois do teste feito no Olivaras (última parte do cap. 5), conhecemos o tamanho, o núcleo e a madeira de que ela é feita. A medida está em polegadas; para converter para centímetros, é só multiplicar por 2,54.

1) Como a base da minha não estava pronta, tive que preparar: medi o tamanho (oficialmente, ela tem 27,3 cm) e serrei.
Medir e cortar o cabo

2) Marque onde será o punho – de acordo com o tamanho da sua mão. Qual altura fica mais confortável? Depois disso, comece a trabalhar a cola quente na região. De início, faça uma camada, só para dar volume. Como estava secando muito rápido, fiz por partes – passava um pouco, modelava…
Atenção: a cola é realmente quente! Espere alguns instantes antes de encostar nela. Quanto mais rápido mexer, menos se sente.
Depois, comece a fazer a textura. Use a imaginação! Ou siga o seu modelo do Pottermore… Quando terminar, coloque a bolinha na ponta, e envolva com cola. (coloquei a parte serrada para baixo. Desse modo, nem precisei lixar…)
Modelada
A primeira foto é do tutorial original.
Se optar por usar as miçangas, aplique-as enquanto a cola estiver quente.

3) Quando a cola secar, vá para a pintura: aplique uma camada mais fina, e então outra demão para finalizar – primeiro o punho, depois o restante. É bom ter alguma coisa para apoiar a varinha enquanto ela seca.
Pintura

4) Voilà! Sua própria varinha, original e o melhor, feita por você mesmo, está pronta! Não dá uma sensação de orgulho? ;)
Lindezas! <3
     Espero que tenham gostado! Se tiverem alguma dúvida ou sugestão, é só falar.
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