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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

De volta pra estante #43: Conte Comigo

Esse amor é meu sopro de vida.





Nome: Conte Comigo
Autora: Ana Lúcia Gomes de Melo
Sinopse: O dia-a-dia de uma escola, onde se entrelaçam as vidas de professores e estudantes. Uma violenta gangue de rua ameaça um aluno. Uma garota se apaixona pelo professor. Como lidar com essas situações?
Editora: Dimensão.


"Conte Comigo" é um romance ambientado na cidade de Brasília, e começa com o enfoque em várias situações: em uma escola Ronis, um professor, é alvo da paixão de uma aluna, Marinalva, e de uma colega de trabalho, Lia - que em determinados capítulos tem voz ativa na narração; os professores se veem em conflito profissional, ao verem sua profissão tão desvalorizada; o jovem César se vê ameaçado por uma gangue, que ataca sem motivos...

Com a narração de Lia, a trama assume um tom mais pessoal, pois ela apresenta seus pontos de vista e se entrelaça com o problema de César, juntamente com Ronis e Marinalva. A violência é o ponto principal, mas a paixão praticamente platônica que Lia tem por Ronis também entra em voga. Ele é casado e feliz, sabe do amor da colega e da aluna, e procura lidar bem com ambas.

Uma história cheia de conflitos, que tem por essência o apoio que verdadeiras amizades podem dar.
Os interessados podem adquirir o livro no site da Editora Dimensão, que está com uma promoção neste fim de ano!

Clique na imagem e vá para o site da editora!

   Recomendo as obras de Shakespeare, que são ótima e e estão a um ótimo preço!

Até amanhã, com o último post do ano!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

De volta pra estante #40: A Bruxa tá Solta!


   Aproveitando o clima de Halloween (e dia do Saci), trago hoje pra vocês a resenha de um livro que recebi de cortesia pela Editora Dimensão, e que tem tudo a ver com a data!



Nome: A Bruxa tá Solta!
Autor: José Carlos Aragão
Ilustrador: Rubem Filho
Sinopse: Madame Elke é mesmo esta figura sinistra que se vê na capa, leitor. Bruxa errante e um tanto atrapalhada, vive aprontando pelos quatro cantos do mundo. Nesta aventura, ela consegue reunir personagens de diferentes histórias com a pior das intenções: levá-las para a Geleira do Esquecimento.
E parece que tudo está saindo do jeitinho que a malvada planejou...
Editora: Dimensão.

Madame Elke é uma bruxa, mas não é muito comum. É toda confusa, e eu realmente não sei como ela consegue tantos êxitos. Bom, deve ter um pouco de sorte. Como toda bruxa que se preze, ela tem um Espelho Meu, e entrou em crise quando descobriu que não era mais tão popular entre as crianças; hoje em dia, os pequenos se preocupam muito com o meio ambiente, questões ecológicas e tudo mais. Por isso, defendem os animais, que são frágeis e indefesos, e que acabaram se tornando os personagens de histórias favoritos.

A bruxa não ficou nada satisfeita, como era de se esperar, mas ao invés de se desesperar, bolou um plano: iria arrastar todos os animais das histórias para a Geleira do Esquecimento, lugar onde iam parar as coisas esquecidas. Como as crianças não iriam esquecer os personagens tão facilmente, ela teria que arrancá-los à força, e trancá-los usando sua magia. Deste modo, só sobraria ela para as crianças gostarem – pelo menos era o que ela achava.

Esse foi o motivo da cena inusitada que se repetiria por mais algum tempo: Madame Elke passou a ser vista em várias bibliotecas, onde ela arrancava suas vítimas, acabando por trancá-las no fundo encantado de sua carroça. O que a bruxa não pensou foi na possibilidade de suas ações acabarem atraíndo ainda mais atenção aos animais, que agora corriam risco de extinção também nos livros! E agora, quem poderá os defender?

Bacana a história. A narrativa é divertida, interagindo com o leitor, que vai sendo conduzido pela mão pelo narrador. Eu não poderia deixar de comentar as ilustrações do livro, que são lindas. ricas e, mesmo cheias de cores, são leves e refletem bem o texto. O livro, no geral, tem um ótimo acabamento!

E não poderia deixar de comentar: a Madame Elke seria a Bruxa Onilda tupiniquim! Se bem que esta última tem muito mais classe…

Happy Halloween!

sábado, 17 de setembro de 2011

Knockin' on Miriam’s door #4.

Coluna mensal onde eu mostro o que recebi pelos Correios durante o mês.

   Com algumas semanas de atraso, aí vai o que recebi durante o mês de Agosto, em fotos mesmo (vídeo não deu certo):

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   Comprei! Não resisti à promoção dos livros de Hannah Howell, A Vidente e A Sensitiva. Para pegar frete grátis, coloquei no carrinho um livro de citações de Shakespeare.

knokin on miriams door 011   Os dois de cima vieram através do Selo Brasileiro: um eu comprei na loja, e o outro veio da parceria com Liana Cupini. Resenha do Estigmas em breve!
   O de baixo recebi pela parceria com a Editora Dimensão. A resenha foi ao ar ontem.

knokin on miriams door 003     Estes pequenininhos são de um projeto do Itaú, para incentivar a leitura. Pedi no site e recebi de brinde. A ideia é que a pessoa que recebeu leia, releia e depois passe os livros pra frente. São infantis, e dá pra ler rapidinho. Os títulos: “O Jogo da Parlenda”, de Heloisa Prieto e ilustrações de Spacca; “Bem-te-vi e outras poesias”, Lalau e Laurabeatriz; “Os Três Porquinhos”; e “Lobisomem”. Os melhores são os dois primeiros. Não gostei muito das outrs histórias, pois têm adatações que não condizem com a história original.

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   Por último, um da diva Agatha Christie. Foi uma troca – minha primeira! Combinamos pelo Skoob, mas não foi utilizado o sistema de créditos, ou seja, foi livro x livro. Vai ser um dos próximos a serem lidos, pois não aguento um mistério policial na estante! É o meu gênero favorito! E ainda que este seja com Miss Marple, e não com Hercule Poirot, não dá pra desvalorizar…

   Recebi também um prêmio de sorteio pelo Twitter – o primeiro que eu ganho!
knokin on miriams door 005   Além de viciada em leitura, eu aaaamo esmaltes também. Ganhei a coleção completa de esmaltes flocados da Mohda, além de umas amostras de produtos e uma toalhinha. ^-^

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

De volta pra estante #34: O Nome da Fera.

Quando tu trabalhavas, as crianças sentiam medo de ti. Agora, se têm medo, não sabem do que é. A cidade está uma confusão. Morrendo de medo não se sabe do quê, ou seja, morrendo de medo de nada. Dá pra entender?






Nome: O Nome da Fera
Autor: Celso Gutfreind
Ilustrador: Rubem Filho.
Sinopse: Fantasia, mistério e humor se entrelaçam neste premiado texto de Celso Gutfreind. Em torno de um tema universal – o medo – os contos deste livro revelam o qu criaturas monstruosas têm de mais humando e nos convidam a olhar de forma diferente as feras que habitam nossos sonhos.
Editora: Dimensão.

   Somos apresentados a vários contos, que giram em torno do medo de monstros reais ou initeligíveis, e a reação frente a eles. A maioria dos personagens são crianças, e cada uma com sua personalidade; o monstro pode lhe trazer estranhamento ou virar o amigo que ele não tem.

   Ainda que o medo seja geralmente tratado com tensão, os textos têm boas doses de humor; como são voltados para um público mais jovem, a linguagem é leve e divertida. Tive um reencontro com o lobo mau de Chapeuzinho Vermelho, com os monstros do trem-fantasma e até com o bicho papão! Inclusive, este último merece um comentário a parte.
  
    Imagine que ele existe, mas não debaixo da cama ou dentro do armário. Ele tem sua morada própria em um parque de diversões abandonado. Agora, se prepare para uma surpresa: ele não é mau de verdade. Só faz o serviço dele, que é ajudar os pais a fazer seus filhos obedecerem-nos! Quando uma não quer comer, ele aparece e a criança come tudo, inclusive os legumes, sem pestanejar; vão pra cama mais cedo, fazem as tarefas…  Para entrar em contato com o bicho, pode-se mandar um e-mail ou fazer uma ligação. Tudo que ele faz é usar seus dotes assustadores para o bem da população... O que aconteceria, então, se o bicho-papão se aposentasse? Aí está o conflito. No fim deste conto, entendemos inclusive porque as crianças obedecem menos aos domingos e feriados, e porque é difícil fazer meninos mal-criados pararem de falar impropérios.

   E se um usa suas habilidades naturais para assustar, outro tenta melhorá-las – ou piorá-las – para conseguir impor o respeito gerado por um monstro. É o caso do Bicho-Babão! Coitado, ele vivia se preparando para ser o maior assustador de todos os tempos, mas na hora H, sempre dava algo errado!

Na hora do susto, ele saltava na frente de um outro bicho. Da anta, por exemplo. Mostrava a cara e o corpo. Fazia hu-hu três vezes. Mas desafinava, engasgava, mal era visto. E babava.

   Sabe aqueles livros de cabeceira que são lidos antes de dormir? Então, este é um que merece ser lido pelos pais, quando os filhos já estão na cama. Os textos podem até não causar medo, mas vão, com certeza, estimular a imaginação da criança!


PS.: Em Outubro, aqui em Goiânia, teremos o 2º Salão do Livro Infantil e Juvenil, e eu vou participar de uma oficina! ^^'  Chama-se "Outras histórias de assombração: desvendando lugares imaginários", e vai ser no Sábado, dia 8, às 14h. Estou na fase de planejar as atividades com uma professora, mas possivelmente algumas histórias deste livro serão trabalhadas lá, de alguma forma.
Quem puder comparecer, venha! Eu também participarei no dia 12, contando histórias. Assim que eu tiver mais informações, eu conto aqui! ;)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

De volta pra estante #22: O casacão mágico.

Aliança de cavalo-marinho nasce enroladinha em árvore e só dá uma vez por ano.

   A resenha estava prevista para ser postada na segunda, mas eu passei o fim de semana passado fora de casa, então não deu tempo de escrever!
   Hoje, então, mais uma resenha de um livro cedido pela Editora Dimensão. Assim como o anterior, é uma obra infantil, o que não tira seu mérito!


Nome: O casacão mágico

Autora: Maria Mazzetti.

Ilustradora: Simone Matias.

Sinopse: Os bichos do mar, curiosos, se perguntam para que Marinho quer tanto bolso. E logo entendem: o casacão mágico é de muita serventia para todos. Uma história de solidariedade.

Editora: Dimensão.



  Era uma vez um cavalo marinho que tinha um casaco com muitos bolsos. Todos que o viam se perguntavam por que que ele tinha tantos compartimentos assim em sua roupa. Depois de certo tempo o casaco começou a aumentar consideravelmente de tamanho, e ainda assim não se sabia o que acontecia com Marinho.

   Certo dia, um tubarão começou a gritar consideravelmente, assustando seus vizinhos.Marinho, vendo a aflição do companheiro, veio em seu auxílio, e tira de seu casaco uma pomada para passar no machucado. Logo mais a frente, em sua casa, a dona Tartaruga está irritada porque não consegue achar seu lustra-casco (que é equivalente ao batom das demais fêmeas marinhas!). O dono do casacão se dirige até lá e empresta à amiga um lustra casco.
   A cada dificuldade encontrada, os animais se dirigem a Marinho, que sempre retira de seu casaco algo que pode ajudá-los. O mar vai indo em paz, até que a aliança que o benfeitor planejava dar para sua namorada desaparece! Eu acho que ele perdeu ela em um dos bolsos daquele casacão, mas vá lá. Todos seus amigos, então, se mobilizam para arrumar outra para ele. Afinal, quem a todos ajuda merece ser ajudado!

   Diferentemente do livro "História de Õe", que era narrado em primeira pessoa, "O Casacão Mágico" tem um narrador que não faz parte da história. Enquanto eu prosseguia na leitura, na minha cabeça conseguia ouvir a voz de uma professora me contando, assim como nas séries mais primárias! Tive um leve #momentonostalgia, mas passou... =D Isto justamente por causa de como o livro foi escrito. Parece até que a autora tinha a intenção de escrever algo que deveria ser contado...

   Depois destas resenhas fora dos nossos gêneros mais lidos, digam-me: quais foram as experiências com livros infantis que vocês tiveram? Sempre tiveram acesso, tinham um momento de leitura na escola?...  No meu caso, por exemplo, me aconteceu os dois. E pretendo incentivar meus babies - quando eu os tiver - desde pequenos a se aventurar no universo dos livros!
   Até a vista! ;*

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De volta pra estante #21: História de Õe.

Coração mistura amores.

   Fazia tempo que eu não lia um livro infantil. Simplesmente me desliguei, foi um processo natural. Agora tive a oportunidade de voltar a eles, com dois livros que a Editora Dimensão me mandou para fazer resenha! Na segunda, se tudo der certo, eu falo do segundo – epa, olha o trocadilho! xP

   A primeira vista o livro tem muitos jogos com imagens; dá prá notar um quê de África nas ilustrações, por causa dos motivos tribais. A localização exata de onde se passa a história não nos é dada, mas tudo nos remete à África, justamente pelo tipo de desenhos e por ter como protagonista um animal que não é encontrado livremente por aí: um hipopótamo.


Nome: História de Õe

Autor: Luiz Raul Machado.

Ilustradora: Giselle Vargas.

Sinopse: Da verdadeira e imprevisível amizade entre a velha tartaruga e o filhote de hipopótamo, órfão do Tsunami, surge esta história comovente, contada pelo talento reconhecido de Luiz Raul Machado.

Editora: Dimensão.

   A história foi escrita a partir de um recorte de jornal, em que a matéria em questão falava justamente de um caso de ‘adoção exótica’. Com os dados do texto, o autor escreveu o seu romance. Daí já dá pra ver que a ideia para uma obra pode vir de qualquer lugar, até de um recorte dado por um conhecido!

   O começo do livro já é triste: uma grande onda vem e leva um bando de hipopótamos embora, deixando para trás apenas um filhote. Ele dorme/desmaia, e é recolhido pelo “pessoal de duas pernas”, e levado a um local – que também não fica explícito se é um zoológico, reserva ambiental ou o quê. Como ele ainda é pequeno, deixam-no na compania de uma tartaruga macho.

Não, não era minha mãe. Mas, quando nos olhamos, eu vi um sorriso tão carinhoso que imediatamente gostei daquela coisa grande, redonda e cinzenta. Era Mzi. (…) Mzi começou a me chamar de Õe.

   Sendo um livro infantil, ficou muito aproriado a narração ser em primeira pessoa, ainda mais porque quem conta a história é uma criança também. A obra tem implícito o tema adoção, bem como a aceitação, e se bem trabalhado por pessoas capacitadas pode ser uma boa ferramenta de trabalho com o público alvo.

  Já crescida eu pude ter uma visão diferente do mundo de livros infantis, e é engraçado ver como o amadurecimento nos faz ter um entendimento diferente das coisas. Agradeço às minhas aulas de Português por me darem ferramentas para identificar as figuras de linguagem que podem estar em um texto, e que me fazem compreendê-lo melhor!

   Bom fim de semana! :D

sábado, 2 de abril de 2011

Knockin’ on Miriam’s Door, #3: em vídeo!

   Olá queridos leitores! Hoje – finalmente – coloquei no ar o primeiro vídeo que fiz pro blog! Ele vai mostrar o que recebi nos últimos tempos. Algumas observações:
- O “Knockin’ on Miriam’s Door” #2 DESAPARECEU do blog. Era aquele em que eu falava do box do Senhor dos Anéis e dois livros de parceria, lembram? –mimimi
- Usei a câmera do notebook. Por isto a baixa qualidade. Na próxima vou considerar a possibilidade de usar a câmera digital mesmo…
- Se falei rápido ou mostrei as coisas muito depressa, me avisem, bem quanto ao sotaque que possa ocasionalmente aparecer.
- A iluminação também não ficou lá essas coisas, e vou corrigir na próxima.

Ao vídeo, então! E devo dizer que superei uma vergonha imensa de câmera que eu tenho. Também, né, pode ser coisa das aulas de teatro… ;D

sexta-feira, 25 de março de 2011

De volta pra estante #18: Caderno de Viagens.


Então, neste momento em que ruminava o seu complexo de inferioridade, quando finalmente conseguiu dormir, um pé entrou de sola no seu sono.
   Então, ao ter o livro em mãos eu senti que ia ser algo diferente. Começando pela primeira impressão: a capa. Tem toda uma montagem, com carimbos, ilustrações e fotos. Aí você para e vê o formato do livro. Hei, isso me lembra um passaporte! Hmm, e viagens… Realmente, tudo a ver. E, folheando, dá pra ver a riqueza de recursos gráficos utilizados para compor o livro. Mas é claro, é uma obra de Guto Lins!


caderno de viagens

Nome: Caderno de viagens
Autor: Guto Lins.
Editora: Dimensão.
Sinopse: Guto Lins reafirma seu talento extraordinário não só como narrador, mas também como artista gráfico. A narrativa ágil de diferentes experiências de viagens vai fazer o leitor jovem pensar, rir muito e logo pensar em recomeçar a leitura. Imagens e textos se misturam neste “caderno”, contando casos surpreendentes e irônicos. Com um diálogo rápido e jovial, realiza uma conversa “super pop” com os jovens de hoje.

  Quem acompanha o blog já deve ter visto um trabalho deste autor: ele foi o responsável gráfico do livro “A máquina de revelar destinos não cumpridos”, de Vário do Andaraí. Lembra, aquele que tinha as páginas com fundo preto e escrita mais clara? Mas é em “Caderno de viagens” que percebe-se como Guto consegue criar tanta coisa e enriquecer um livro.
   O conteúdo é um apanhado das obras do autor. Temos textos engraçados, alguns compostos só por diálogos, todos relacionados com imagens. Isto fez com que o livro conversasse comigo. Você tá lá, lendo o que está escrito, e ao mesmo tempo as imagens saltam aos seus olhos, fazendo uma ambientação. É tudo bem descontraído, uma leitura voltada para jovens. E os textos são curtos, o que confere uma agilidade para o livro.
   Como costumo fazer, livros de crônicas/textos separados tem uma parte da resenha diferente dos que tem texto corrido: um comentário do que mais chamou atenção em alguns:

Carapintada: vocês repararam na imagem do sorriso na capa? Na hora em que vi eu consegui relacionar o desenho com a fotografia. É neste texto que é dada a explicação para esta ilustração. Olha só, o trecho que reflete bem isso e que dá bem uma ideia da linguagem usada por Guto Lins:
- O seu sorriso está bem no lugar da faixa: Ordem e Progresso, mas está causando a maior desordem na minha cabeça.
Essas sacadas são tão divertidas no livro!
Semi – aberto: uma vez estudei este tipo de texto no 6º ano: você começa pensando que é uma coisa e no final é outra (recomendo o texto do Stanislaw Ponte Preta, chamado “O passeio do pastor”). É o mesmo caso. Começa com uma coisa ‘suada’, ‘apertada’, pra terminar com alegria e satisfação. E é tudo muito rápido!
Dupla personalidade: só pode ser a conversa imaginária do autor com seu gênio criativo (faltou um chamar o outro de fanfarrão!). Foi uma ótima maneira de terminar o livro e, de certa forma, começar outro, em nossa cabeça.
   Recomendo! É muito rico, toda vez que folheá-lo você vai ter vontade de parar em uma página que te chame a atenção e ler/ver alguma coisa novamente... ;D
   Beijos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Seja um autor publicado!

   Hoje eu estava na escola e tudo mais, e uma amiga me chamou para ir buscar uma revista com um professor. Um poema dela tinha saído na publicação, e ela tinha direito a dois. Passamos o dia inteiro falando na expressão “autora publicada”. Não fica legal? Soa tão bem as palavras todas juntas… “sou uma autora publicada”. Chique!
   Por causa disto, resolvi fazer este post falando exatamente de como você pode se tornar uma pessoa com alguma obra sua publicada. Sei que alguns escrevem por prazer, outros gostam de traduzir o que sentem em palavras, e acabam fazendo coisas bonitas. Por que não ver seu material em um livro?
   A editora Andross, parceira do blog, tem um projeto muito interessante para aqueles que estão começando a carreira de escritor. Ela publica antologias, e sempre tem um projeto aberto. Algumas das atuais opções:

elas escrevem

Nome: Elas escrevem – vol. 2
Sinopse: Cada palavra é uma folha; ramos representam frases. Já árvores são textos. Com isso, elas criam florestas cheias de vida, onde habitam histórias e poesias, algumas das quais estão cuidadosamente reunidas neste livro. Arrisque-se entre os galhos espinhosos de um conto de terror ou debaixo de um salgueiro à luz do amanhecer de um belo verso. São elas, as mulheres, águas doces de um rio calmo e veemente, que banham as páginas deste livro.
Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2011
Data de lançamento do livro: julho de 2011
Organização: Cristiana Gimenes e Guaraciaba Micheletti
Mais informações aqui.


historias envenenadas
 Nome: Histórias envenenadas – contos de fada de terror
Sinopse: Conhecemos contos de fadas como histórias cheias de magia e fantasia que costumamos contar para crianças. O que muitos não sabem é que eles foram concebidos como entretenimento para adultos e que, em sua forma original, traziam fortes doses de adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas. Com o tempo, diversos autores os suavizaram e acrescentaram lições de moral. Em HISTÓRIAS ENVENENADAS, escritores contemporâneos resgataram todo o horror dos contos de fadas originais em releituras de histórias tradicionais ou novos enredos, que não farão nenhuma criança dormir, mas certamente farão você perder o sono...
Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2011
Data de lançamento do livro: junho de 2011
Organização: Chico Anes
Book trailer:




Mais informações aqui.
   Se quiserem saber de outros projetos abertos da editora, podem ir no site deles e dar uma fuçada.
   Entretanto, conheço aqueles que escrevem romances, um gênero que já não é contemplado pela editora Andross. Assim, recomendo que vocês, com a obra pronta, entrem em contato com uma editora! Elas tem uns links assim: “Envio de originais”. Aí você vê o que a editora tem de regras e tudo mais, e mande seu texto! Exemplos: Editora Dimensão, Usina de Letras, Autêntica Editora e Parêntese.
   Em outra oportunidade eu escrevo sobre ‘como se dar bem publicando seus livros’.
   Aproveitem as oportunidades!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

De volta pra estante #13: A Máquina de Revelar Destinos não Cumpridos.

    O Rio de Janeiro, visto de cima, daquelas tomadas aéreas de cinema e tevê, não é o mesmo que se vive cá embaixo, sobretudo longe da brisa do mar, na depressão do subúrbio, no labirinto de asfalto, encarando um Minotauro por dia. O caos urbano não é pra amador (…).
   O livro chegou sendo uma incógnita. Não conhecia o autor, a coleção e o título, a princípio, não fez muito sentido. O que eu  sabia era que era de conto/crônica, porque na capa tinha uma etiqueta que falava que ele ficou em 2º lugar no prêmio Jabuti de 2010.

a máquina destinos

Nome: A máquina de revelar destinos não cumpridos
Autor: Vário do Andaraí.
Projeto gráfico: Guto Lins (ele também escreveu e projetou Torpedo, que eu citei aqui).
Editora: Dimensão.
Sinopse: O carioca Vário do Andaraí nos convida a entrar no seu táxi e, pelos becos, ruas e avenidas do Rio de Janeiro, conhecer um painel divertido e comovente de personagens reais ou um pouquinho inventados que, de alguma forma, têm a ver com todos nós. Reminiscências de escritores clássicos e modernos, toque poético e muito humor criam páginas inesquecíveis e de riqueza rara nas crônicas mais comuns.

   Crônica é um gênero narrativo muito bom; são situações cotidianas com uma pitada de poesia. Ok, essa pode não ser a melhor definição, mas é a minha visão. Já nas aulas de português as professoras dizem que é um fato cotidiano contado de maneira mais pessoal. Acho que é por isso que eu gosto tanto deste gênero. São textos leves, alguns com humor e até um pouco de ironia. É justamente o que encontramos no livro de Vário do Andaraí.
   Foi só eu ou você também achou o nome do autor um tanto quanto… diferente? Na verdade é um pseudônimo, e ele explica esta escolha nas primeiras páginas do livro. Ele tem um currículo bem extenso: já foi músico, analista de sistemas, comerciante… mas não levou nada a sério. Atualmente ele é taxista, e suas experiências neste ramo foram transformadas neste livro.
   Eu nunca fui no Rio de Janeiro, e tudo que eu conheço de lá é o que via na televisão. Nem em livros tive tanto contato assim. A viatura de Vário (rá, senti o trava língua chegando) roda pela cidade maravilhosa, pegando os passageiros indicados pela Central ou aqueles que pedem que ele pare. Pessoas aleatórias, em lugares aleatórios. Assim, ocorre de Vário ter que pegar alguém no pé do morro ou levar alguém para um bairro nobre. A cidade é grande, e os pontos finais nem sempre são pertos, de modo que a conversa se faz presente na maioria dos casos. Estas situações, de fato, mereciam ser retratadas por alguém! E quem melhor para isso do que uma pessoa da área?
   Crônicas que se destacaram:
  • A bela, a fera e o nefelibata: é uma corrida inusitada: uma moça que fazer uma viagem para um lugar distante, de ida e volta, mas seu animal de estimação tem que ir junto. Os termos da corrida são ótimos para o taxista; seu único receio é o tal bichinho… que não é nem um cachorro nem um gatinho… Achei bem engraçado! Vário não é nenhum santo, sabe… Ele também apronta!
  • Cheio das razões: Vário pega um passageiro que logo se mostra meio maluco: fala coisas sem sentido, mexe com as pessoas na rua… O que ele fala, às vezes, faz sentido. O problema é que ele não tem um destino certo, e esta instabilidade nas ideias trazem insegurança ao motorista: será que este aí paga a corrida?
  • Ahã: não precisa ser taxista para encontrar, de vez em quando, aquelas pessoas que falam pelos cotovelos. Nestas situações, o procedimento varia: alguns entram no monólogo na conversa e tentam trocar ideias, outros, como Vário faz nesta crônica, se limitam a dar indícios de que estão escutando, né? Ahã...
    Vemos ainda “A máquina de revelar destinos não cumpridos”, que dá nome ao livro; “Nós ota mas não eca”, que fala também de outro meio de transporte comum no Rio; e Conversão, um texto que está entre os meus preferidos.
   O livro tem 157 páginas, mas a leitura transcorre tranquilamente; de uma crônica a outra, quando se vê já terminou o livro. As entradas de capítulo são trabalhadas (obra de Guto Lins), com páginas pretas com letras brancas. Gostei porque tira a monotonia das páginas brancas.
   Agradeço à editora por disponibilizar o livro, e recomendo a vocês: não é um livro comum, não tem nada de sobrenatural e nem é um romance água com açúcar. Ainda bem. Tava precisando de uma dose de realidade, ainda que ela tenha vindo rodeada de alusões a outros autores, como Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, e com ótimos momentos de ironia.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Editora parceira: Dimensão.

editora dimensão

   A Editora Dimensão é uma das parceiras do blog, e de prontidão me mandou um livro para resenha! O pessoal da editora atende a gente rapidinho. Gosto desta disponibilidade, mostra respeito por quem escreve… Porque é o fim da picada a gente ter que esperar semanas para ter uma resposta!
   Sobre a Editora, ela começou em 1986, produzindo livros didáticos. Depois de obterem sucesso neste mercado, passaram a investir na literatura infantil e juvenil, sendo que muitas destas obras foram premiadas nacionalmente, e algumas fazem parte de exposições e catálogos internacionais.
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