segunda-feira, 4 de julho de 2011

De volta pra estante #25: As Confissões de Laura Lucy.

Quem não tem namorado é assim. Noites de domingo absolutamente sem graça, comilança e depois duelo com a consciência. Vida de cão. Talvez eu devesse criar um gato, mas detesto gatos. Eles não dão a mínima para nós. Quem sabe um cachorrinho... Não. Cachorro suja muito e late muito. Admito, por fim, que preciso mesmo é de um homem.

   Recebi o livro de cortesia da autora, e estava louca pra começar a leitura. Não aguentava passar pela estante e ver a lombada laranja do livro piscando pra mim, chamando minha atenção! Finalmente consegui ler, pena que foi muito rápido: terminei-o em dois dias. Período que passei vexame dentro de ônibus, inclusive, mas enfim; vamos conhecer um pouco mais sobre ele.



Nome: As confissões de Laura Lucy
Autora: Fernanda Saads
Sinopse: Laura Lucy está à beira dos trinta e à beira de um ataque de nervos. De repente, a mulher decidida que pensava ser dá lugar a uma garota cheia de dúvidas diante de dois pretendentes bem-sucedidos, bonitos e charmosos; Sorte no amor e nos negócios é possível?
Entre faturas de cartão de crédito, hambúrguer e batata-frita, amor incondicional pelo secador de cabelos e livros de autoajuda, ela tenta se equilibrar e conseguir realizar seus sonhos mais secretos.
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira (selo da Editora Novo Século).
Comprar: Submarino - Saraiva

    
   Antes de tudo, deixem que eu esclareça uma coisa: Laura Lucy não é a Becky Bloom tupiniquim. Não se deixem enganar! Becky é uma shopaholic inconsequente. Já Laura é uma mulher que, mesmo descontando frustrações em compras, sabe gerenciar seu dinheiro (na maior parte do tempo) e não é tão impulsiva.

   Com um nome curioso, inspirado nas paixões de seus pais, Laura é uma mulher com 27 anos e que luta em seu emprego por uma vaga de Gerente de Marketing. Com formação em Propaganda, ela aceitou o cargo de treinee por dois anos em uma empresa no ramo da moda, e começa a nos contar sua história a partir do dia em que ela será - ou não - contratada ao cargo dos seus sonhos. 

   Ela mora na capital, em um pequeno apartamento alugado. Não tem namorado ou amigos próximos, muito menos um animal de estimação. Toda sua família mora no interior,e mesmo com a mãe sempre presente com seus telefonemas, a moça ainda se sente só, e anseia pelo dia em que ela terá alguém esperando-a para jantar.

   Após mudanças na empresa, e sendo designada para novas tarefas, ela se vê em uma situação inesperada: ela conhece dois homens bonitos, carinhosos e bem de vida ($$$!), e ambos parecem gostar dela. Não que Laura não tenha admiradores; o problema é que eles costumam ser... estranhos! E, de repente, dois homens interessantes aparecem de uma vez! Como escolher? Olha, eu já tinha meu preferido desde o começo. Mas a personalidade de Laurinha é bem forte, de modo que as coisas com ela não costumam ser simples desde o início!

   Eu li muito rápido! Não digo que me arrependo, mas poderia ter durado mais... O bom de ler chick-lits brasileiros (e acho que este é o meu primeiro!) é que eu entendo as marcas de roupa citadas, as gírias, e posso muito bem visualizar Laura como minha vizinha de apartamento.

   Temos duas estreias aqui: a minha, como leitora de chick-lits nacionais, e a de Fernanda Saads, como escritora! Ela começou muito bem, devo dizer. Tem várias partes cômicas, a começar pelo primeiro capítulo! Falando nisso, vou contar a história do ônibus: estava eu, voltando para casa, lendo as confissões de Laura, quando me deparo com uma cena muito engraçada. Nem deu tempo de conter a gargalhada que veio. Eis que, do meu lado, tinha um homem no celular, que começou a rir comigo e olhar meio que sem entender. Minha mãe, que me acompanhava, me fez explicar o motivo do mini escândalo, e eu o disse (mas tudo de maneira a parecer uma conversa casual). Depois, minha mamys me disse que o cara tinha acabado de dizer alguma bobeira no telefone, quando eu comecei a rir. Ele pensou que eu ria dele, por isso me fez explicar (ela já se acostumou com meus ataques e caras-e-bocas durante a leitura de algo).
   Laura Lucy passou por um vexame e me levou junto. Isto que é levar o livro pra vida!

   Se vocês quiserem conhecer um pouco mais do livro, podem ler o primeiro capítulo aqui, no blog do livro!
E aproveite para ficar atento às promoções que @fernandasaads faz!

Bjz,
Miriam!

domingo, 3 de julho de 2011

Correio-coruja #2 e #3!

O Correio-Coruja é um meme hospedado pelo blog Psychobooks e traz, toda semana, uma nova pergunta relacionada ao universo de Harry Potter.


   Depois de ficar uma semana sem postar, aí vai a resposta de dois memes:


#2: Com qual personagem da série você mais se identifica e por quê?Algumas pessoas já me chamaram de Hermione, e eu de fato me identifico com ela: rata de biblioteca, gosta de responder todas as perguntas - sejam elas direcionadas a ela ou não - e às vezes a descrição que J. K. Rowling escrevia tinha alguns pontos em comum comigo (tipo de cabelo, por exemplo...). Entretanto, ultimamente tenho tido uns momentos Luna Lovegood de ser: avoada e com o olhar perdido.

#3: Qual é o seu livro preferido da série e por quê?Difícil saber! Acho que O Cálice de Fogo ganha... O motivo talvez seja porque eu li o livro depois de ver o filme, e o achei melhor, mais completo, com tramas mais desenvolvidas e com uma profundidade maior dos personagens. Gostei muito também de A Ordem da Fênix, talvez pelo mesmo motivo, e mais um: o livro foi grande e me entreteve por muito tempo. Se todos os livros do Potter fossem pelo menos deste tamanho, iria sentir menos falta.


E aí, tem mais alguém participando? Deixe o link aí embaixo pra eu ir ler!
E quem não tiver blog responda nos comentários. Gosto de ver outras opiniões!



sábado, 2 de julho de 2011

O mês que passou... #2: Junho/11

 Esta coluna foi inspirada no blog Garota Que Lê, que por sua vez se inspirou no blog da Audrey, e que eu vi no blog da Kellen. ;D Aqui será recapitulado o que se passou no blog durante este mês!


Lidos em Junho:
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
O  Mundo de Vidro - Maurício Gomide
 As Confissões de Laura Lucy - Fernanda Saads
O Mistério do Trenzinho Caipira - V. J. Palaoro
O Livro Invisível - Vicente Cecim
A Bela e a Fera - Clarice Lispector


terça-feira, 21 de junho de 2011

Booktrailler: As Confissões de Laura Lucy.

   Hoje trago a vocês o booktrailler do livro As Confissões de Laura Lucy, de Fernanda Saads, autora parceira do blog. Confiram:


   Logo logo trarei mais informações sobre o livro! :D

segunda-feira, 20 de junho de 2011

De volta pra estante #24: Memórias de um sargento de milícias.

Quando temos apenas dezoito a vinte anos sobre os ombros, o que é um peso ainda muito leve, desprezamos o passado, rimo-nos do presente e entregamo-nos descuidados a essa confiança cega no dia de amanhã, que é o melhor apanágio da mocidade.

  Os livros do vestibular não são tão ruins, afinal. Na verdade, eu já esperava por isto, mas sempre que sou obrigada a ler algo, não gosto mesmo. Ler tem que ser por vários outros motivos, menos a obrigação. Eu, felizmente, consegui unir o prazer à obrigação, porque Memórias de Um Sargento de Milícias é muito bom, apesar do contexto histórico em que está inserido.


Nome: Memórias de um Sargento de Milícias.
Autor: Manuel Antônio Bandeira.
Sinopse: Na história de Leonardo - que gosta muito mais de se divertir do que de trabalhar - o autor faz uma irresistível e bem-humorada crônica sobre o cotidiano das classes baixas do Rio de Janeiro na época de Dom João VI.
Editora: tem váarias edições, pois já está no dominío público. A minha versão é da W. Buck.


   No começo eu me senti um pouco confusa; o livro tem muitas gírias características do meio do século XIX, que junto com a linguagem da época, podem causar um nó na cabeça. Eu consegui ler me baseando nos princípios que uso para os livros em inglês: mesmo não entendendo a palavra, procuro entender o meio no qual ela está inserida; quase sempre é possível entender sem precisar recorrer a um dicionário.
   O livro começa contando como o personagem título foi concebido, desde o primeiro encontro de seus pais, até seu nascimento e batizado; seus padrinhos foram a parteira e um barbeiro vizinho. O menino foi batizado com o mesmo nome do pai, Leonardo. A família vai seguindo seu rumo, até que um dia o Lernardo-pai descobre que Maria, sua mulher, está traindo-o. Coitado! Se tem uma coisa que o Leonardo não sabe fazer direito é amar. Ô homem de vida amorosa difícil!
   Neste ponto a família desestrutura. Maria volta para seu país natal – Portugal – com o tal amante, e o Leonardo-pai abandona o filho, deixando-o sob a tutela de seu padrinho. O barbeiro, depois de se acostumar com a presença do pequeno, é só amores; não admite que falem mal dele, e sempre o defende quando as más línguas vêm até ele para dedurar as travessuras da criança. E o padrinho insiste na ideia de fazer seu afilhado virar padre!
   A obra é, de fato, um livro de memórias. Até a última página acompanhamos acontecimentos na vida do Leonardo-filho, que não consegue de jeito nenhum levar uma existência tranquila. E o livro como um todo me lembrou novelas, porque vários conflitos aparecem em uma mesma história. A diferença é que eles vão se resolvendo, e tudo continua, uma vez que a atenção não está voltada para os fatos, e sim para o personagem e seus conhecidos.
   Gostei muito do livro. Conheci um Rio de Janeiro da época do Rei, que foi muito bem descrito; os personagens não são superficiais, cada um tem lá sua particularidade; e ainda pude detectar várias gírias daquele tempo! Ah, essa foi uma das melhores partes. Imaginem que até hoje conheço pessoas interioranas que fazem uso delas!
   Clássicos são clássicos, e há quem os ame e quem os odeie. Na maioria das vezes quem não gosta é porque não entendeu, e nem se deu ao trabalho. Eu gosto de ter este contato com o passado, porque sempre saio mais madura destas leituras. E este em particular se mostrou bem engraçado.
   Agora é esperar pela prova do vestibular e ver se consigo me sair bem nas questões do livro... =X
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