segunda-feira, 11 de março de 2013

De volta pra estante #84: A Sabedoria do Condado.

# - Sabedoria do Condado Nome: A Sabedoria do Condado

Autor: Noble Smith.

Editora: Novo Conceito.

Comprar: Submarino – Saraiva – Cultura.

  Esta obra foi lida alguns dias depois da minha ida ao cinema para ver O Hobbit – e eu ainda estava nas nuvens! Foram quase 3 horas de viagem pela Terra Média, e amei cada minuto.

   “A Sabedoria do Condado” pode até cair no gênero auto-ajuda, mas também apresenta as memórias do autor, Noble Smith, que teve Tolkien como mentor em várias épocas de sua vida. A partir das experiências dele é traçado um guia de como trazer os valores da Terra-Média para os dias atuais.

   Cada capítulo do livro contempla uma raça (elfos, ents) ou um marco importante – como a árvore da festa. É uma obra voltada principalmente aos fãs, pois muito dos textos de Tolkien são resgatados (e eu, que ainda não li Silmarillion, peguei até alguns spoilers), e as coisas fazem sentido quando o contexto é entendido.

   Reclamamos que a maior parte das conversas são feitas remotamente, que as comidas são muito industrializadas, o trânsito é caótico, odeio meu trabalho, etc etc. Nosso atual estilo de vida é regido por bytes e circuitos! Não seria ótimo resgatar um pouco da simplicidade da vida de nossos avós ou bisavós? O Condado é uma vila primitiva, com hortas nas casas, política praticamente inexistente e pessoas que viviam para satisfazer suas necessidades básicas. Temos tantas preocupações hoje que se desligar para ouvirmos a nós mesmos parece impossível.

   Por isso gostei tanto do livro. Ele é bem rápido de ler, e acabou por romper meu ciclo de leituras habituais – e me levou a refletir sobre meus hábitos. Não me prendi muito às fórmulas (faça isso, faça aquilo e seja feliz), e sim aos questionamentos, para então me adaptar.

Em vez de irem dormir em um horário razoável, estas pessoas ficam postando 'estou cansado' nas páginas do Facebook, tarde da noite, e assistem simultaneamente a um filme ruim dos anos 1980, na Netflix.

  No meu caso, é reclamar no Twitter e ver um seriado que não está tão bom assim…

   Quer saber de um exemplo concreto? Neste fim de semana eu fui para um parque municipal, cheio de árvores, lagos e tudo mais. Foi uma sensação incrível: andei descalça na grama,  pulei, gritei, corri e voltei com o rosto corado pelo Sol! Há tempos não me sentia tão livre!

   Eu cresci em uma casa com quintal e varanda bem amplos, com cachorros, gatos e peixes convivendo ao mesmo tempo, trocando abacates por mangas com os vizinhos. Nos últimos anos na minha antiga residência, eu passava a maior parte do tempo livre no computador/tevê, e só me desligava quando estava insuportavelmente quente dentro de casa, e ia observar as estrelas. Atualmente, moro num apartamento bem no Centro da cidade. Ainda não me acostumei com o barulho dos carros a noite, e sinto mais dificuldades para respirar, por conta da qualidade do ar.

   Essa é a realidade de muitos, inclusive a do autor. Ele trouxe soluções cotidianas num contexto literário. ♥

   Smith vai além da qualidade de vida: lições de liderança, relacionamento interpessoal com seu Gollum, consumo, entre outros assuntos, são contemplados, à medida que se analisam os perfis apresentados por Tolkien. Recomendo muito aos fãs, que terão em mãos um tributo a um dos mais aclamados livros de fantasia.

domingo, 10 de março de 2013

Book Blogger Hop #38.

bbh     É fato que a cada dia surgem mais e mais blogs de livros no Brasil e tem muito blogueiro bom por aí que não é conhecido. Inspiradas pelo Book Blogger Hop que a Jennifer criou no Crazy For Books, e do qual participamos na versão em inglês do site, nós decidimos montar uma versão brasileira. A ideia é mostrar a diversidade de blogs literários que temos no Brasil—e conhecer um pouquinho mais dos blogueiros também.

– Murphy’s Library.

 

A pergunta dessa semana é:

Qual livro você não gostou e todos os seus amigos adoraram e recomendaram, ou qual livro você adorou e não é tão popular assim?
   Vou citar Guerra dos Tronos #1, mas eu gostei… Só não engatei e ele não virou meu preferido, contrariando muito do que ouvi falar. Falta pouco para eu terminar a história, porém vou protelar um pouco. O mesmo para A Batalha do Apocalipse. Um que eu li e realmente não curti foi Um Dia. Fiquei revoltada a cada página passada, e não entendi porque tanta gente é louca no livro!

   Por outro lado, sou apaixonada pelas Brumas de Avalon, e algumas pessoas que conheço não curtiram. C’est la vie.

 

   Tem algum livro mainstream do qual você não gosta? E por quê? E suas leituras hipster, quais são? (;

sábado, 2 de março de 2013

Knockin’ on Miriam’s Door #16, #17 & #18.

   Uma compilação de posts atrasados! Hoje vou mostrar coisas que chegaram desde Dezembro – a coluna teria ido ao ar no mês passado, mas o computador travou e o texto foi pro espaço.
   A editora Dimensão enviou um cartão e uma lembrancinha nas festas de fim de ano! O livro é super fofo, sobre uma garota que escreve para uma desconhecida que pode ser a chave para desvendar suas origens (claro que o título entrega tudo, mas enfim).
    Comprei uma coleção de livros do Neil Gaiman no fim do ano (e, se formos parar para analisar, foi a última vez em que recebi uma compra de livros para mim – até agora). A indicação de “edição especial” que a Conrad colocou os livros significa “econômica”.

   “A Comédia Trágica ou A Tragédia Cômica de Mr. Punch” e “Sinal e Ruído” são graphic novels, com roteiro do Gaiman e projeto gráfico de Dave McKean. Gostei mais do segundo, inclusive por causa de alguns textos extras que são acrescentados antes da obra. Ambos têm um forte cheiro, que me deixaram enjoada, a princípio.
    “Coisas Frágeis”, vol. 1 e 2, são livros de contos fantásticos. Alguns são ótimos, outros… nem tanto. No prefácio do livro há uma contextualização de quando o texto foi escrito/lançado, o que ajuda a entender alguns.
    “Deuses Americanos” e “Lugar Nenhum” são romances! Já li o primeiro e foi nele que me apaixonei pela escrita do autor. Tô guardando o outro para quando precisar de uma boa leitura.
   No fim do ano passado, a Novo Conceito lançou “A Sabedoria do Condado”, no qual o autor trazia lições de vida dos hobbits para o cotidiano do séc. XXI. O kit é MUITO lindo – marcador e colar/pin com a flor de Lothlórien, que os hobbits recebem como presente de Galadriel ao partirem de seus domínios para continuar a jornada. Só o livro não me bastava, então procurei todos concursos culturais abertos e participei de três (inclusive o da própria editora, que me levou a me vestir de hobbit e bater uma foto em uma praça aqui perto de casa). Não ganhei esse… mas levei os outros dois! O primeiro nem anunciou os ganhadores, e quanto o kit chegou aqui em casa foi um SURTO. O resultado do outro saiu dois dias depois e eu mal podia acreditar, hahaha…

   Já em 2013… ganhei um sorteio via Twitter! Espero que seja o primeiro de muitos. A camiseta serviu perfeitamente, e minha mãe já quer virar sócia pra ler “Ai de ti, Copacabana”, “O verão e as mulheres” e “As boas coisas da vida”. Os marcadores de página estão mais para porta-copos.
100 anos de Rubem Braga    Recebi o kit de “Tudo o que ela sempre quis” e marcadores por comentar no blog da Nii!
SAM_3257     Voltei a trocar marcadores: uma das trocas nunca chegou, outra demorou eras, mas aí está!
    E por fim, agora faço parte dos blogs parceiros da Novo Conceito, ou seja, devo receber uma caixa por mês. Gostei muito do novo sistema, que permite que escolhamos os lançamentos que queremos ler – o que evita você receber algo que não tem nada a ver com seu estilo. Entre os de Janeiro, solicitei dois – “Esperando por Você”, da Susane Colasanti, e “Uma questão de confiança”, de Louise Millar. Também vieram exemplares para promoções.
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     Por fim, a pilha ficou assim:
   Dos 11, já li 3. Considerando que foram três meses, posso ter esperanças de que o ritmo de recebimento será menor nesse ano (também pelo meu compromisso de não comprar*), e isso facilita a organização no meu quarto…
*Depois de um mês sem comprar, fiz um pedido de 10 livros no Submarino, mas não paguei o boleto ainda.

sexta-feira, 1 de março de 2013

O mês que passou… Fevereiro/2013.

Esta coluna foi inspirada no Garota Que Lê, que por sua vez se inspirou na Audrey, e que eu vi na Kellen. Aqui será recapitulado o que se passou no blog no mês passado!

Lidos em Fevereiro:
  1. Desventuras em série #10: O Escorregador de Gelo, Lemony Snicket; 
  2. Desventuras em série #11: A Gruta Gorgônea, Lemony Snicket; 
  3. Desventuras em série #12: O Penúltimo Perigo, Lemony Snicket; 
  4. Desventuras em série #13: O Fim, Lemony Snicket; 
  5. A Sabedoria do Condado, Noble Smith;
  6. Coisas Frágeis - Vol. 1, Neil Gaiman; 
  7.   Autobiografia não autorizada, Lemony Snicket;
  8.   The Angel's Kiss, Melody Malone.

Resenha de Fevereiro:

Pensamentos:
   Esses livros foram lidos no começo de Fevereiro… Depois não tive mais tempo. E ensaiei pra escrever uma resenha, mas não consegui ainda! Esse mês vai ser diferente, pode deixar.

Livro favorito de Fevereiro:
   “A Sabedoria do Condado”. Não acho que seja auto-ajuda, e sim um livro-tributo aos fãs de J. R. R. Tolkien, que gostariam de ter um pouco da Terra-Média em suas vidas.

Feitos do mês:
  • Me apliquei para uma posição na AIESEC e consegui o cargo! Tenho procurado parcerias para uma conferência que teremos, e está sendo ótimo exercer esse cargo de RP;
  • Comecei a fazer um curso preparatório para o TOEFL – exame de proficiência que devo fazer para conseguir bolsa de intercâmbios. Era uma meta para esse ano, e estou feliz de estar cumprindo. Só não tenho tempo para academia, que é algo que gostaria de estar fazendo, mas quem sabe no 2º semestre?

Goodbye, Fevereiro!
   Nem parece que foram 28 dias – o mês durou bastante! E o melhor que ficou foi a sensação de ter aproveitado cada dia muito bem.

Hello, Março!
   Se eu não tinha tempo pra ler nesse, o que dizer de Março? Aulas na faculdade voltam em breve, e começarei outro curso. Tenho o trabalho na AIESEC, atividades domésticas e uma vida social que tem reivindicado seu espaço.
   É o mês do lançamento de O Teorema Katherine e Pandemônio, ambos da Intrínseca, bem como da volta da temporada de Doctor Who. Haverá um evento de Guerra dos Tronos no próximo fim de semana, marcando a comemoração de UM ANO DO CLUBE DO LIVRO EM GOIÂNIA! *-* Tem tudo pra ser um ótimo mês (só preciso recuperar a saúde, que não está bem hoje).

Começo o mês lendo…
   O culpado por eu não ter lido muito! Guerra dos Tronos, vol. 1. Devo dizer que me surpreendi positivamente com o livro, cuja linguagem é tranquila e não se prende à detalhes como Senhor dos Anéis (não desmerecendo Tolkien!). Por maior que seja, cada capítulo se passa com um personagem diferente, então a leitura flui muito bem. Tenho trabalhado com metas – 11 capítulos por dia. E por mais que digam para não nos apegarmos aos personagens, não me contive e já tenho meus preferidos…
A guerra dos tronos
   Como foi o seu mês? Está ansioso por Março?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Following Edgar Allan Poe.

   Não aguento ouvir um burburinho sem ir conferir o que é, e com o seriado The Following foi assim. Posts no Facebook me levaram a conferir a produção estrelada por Kevin Bacon, que é um agente do FBI fora de combate. Em seus tempos de glória, ele foi o responsável pela prisão de Joe Carroll, um serial killer que esviscerou 14 universitárias e quase completou o trabalho com uma décima-quinta.
   Depois de solucionar o caso, Ryan Hardy (Kevin Bacon) escreveu um livro chamado “Poetry Of A Killer” (A Poesia de um Assassino), sobre Carroll – que, por sua vez, tentou continuar a obra inacabada de Poe, O Farol¹, em um fracasso de crítica e tiragem.
Seriais killers conseguem ser mais interessantes que qualquer outro personagem...    Carroll era um professor apaixonado pelo período Romântico (me identifiquei muito porque meu autor preferido é da 2ª fase do Romantismo no Brasil, Álvares de Azevedo) – e, nos Estados Unidos, as maiores referências são Henry David Thoreau, Ralph Waldo Emerson e Edgar Allan Poe, sua paixão. Segundo ele, a morte se iguala à beleza, e “nada é mais belo do que a morte de uma linda mulher”.
   O plot deste episódio é a perseguição ao serial killer, que sai da cadeia (nem dá pra usar o termo “fugir” quando ele saiu com aquela calma!). Ele deixa uma nota a Hardy:
Caro Ryan, gostei do seu livro. Já pensou em dar continuação? Cuide-se, Joe.
X-men reunidos? Kevin fez 1st Class, e Shawn Ashmore é o Bob da antiga franquia!    O seriado é puro suspense! Eu não estou acostumada com o gênero, mas gostei muito (finalmente aceitei que suspense =/= terror). As cenas com algum contexto mais forte são muito… cenográficas. Boa é a atuação e o texto.
   O final do episódio piloto tem um discurso de Joe, que define essa ~próxima obra~ de Hardy. Ele determina tudo que um bom romance deve ter, e como tem construído isso. Depois de passar meses acompanhando Pretty Little Liars, é bom ver algo de suspense que não subestima minha inteligência, pra variar.
   A ligação com livros é muito forte, e foi outro ponto que prendeu minha atenção. Conhecia as obras de Poe, mas já não lembro muito. Por isso, anotei todas as produções citadas para ler antes de continuar a acompanhar – muito melhor ver e entender o contexto!
  • O Coração Revelador (Tell Tale Heart);
  • O Corvo (The Raven);
  • O Gato Preto (The Black Cat);
  • The Light-house (¹ é o título não oficial do último trabalho do autor);
  • O Barril de Amontillado (The Cask of Amontillado);
  • A Máscara da Morte Vermelha (The Mask of the Red Death);
  • A Queda da Casa Usher (The Fall of the House of Usher).
   Vou completando a lista a medida que for assistindo os episódios!

   A série tem sido exibida no Brasil pelo canal fechado Warner Channel. Vale a pena acompanhar, até porque ela não será daquelas em que a temporada dura pra sempre – essa foi uma das exigências de Kevin Bacon. São 15 episódios, e metade deles já foram ao ar nos Estados Unidos!
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